Ações mundias prestes a apagar perdas de novembro. Ásia no verde e Europa tímida As ações mundiais estão próximas de apagar as perdas deste mês. Após semanas de turbulência, com os investidores a fugirem ao risco numa altura em que cresciam os receios em torno de uma possível sobreavaliação dos títulos ligados à inteligência artificial (que o Banco Central Europeu veio reforçar esta quarta-feira), o aumento das probabilidades da Reserva Federal (Fed) norte-americana voltar a cortar nas taxas de juro deu força a um grande “rally” de recuperação. O MSCI All Country World Index avançou pela quinta sessão consecutiva, cortando as perdas de novembro para apenas 0,5%. Pela Ásia, as principais praças encerraram maioritariamente no verde, com o MSCI AC Asia Pacific Index a acelerar 0,4%, enquanto, na Europa, o sentimento é mais contido, com a negociação de futuros a apontar para uma abertura praticamente inalterada. Já em Wall Street, a negociação está encerrada devido ao dia de Ação de Graças (Thanksgiving). “Parece que o otimismo em relação ao corte das taxas da Fed compensou as preocupações com a bolha da IA, por enquanto”, explica Charu Chanana, estratega-chefe de investimentos da Saxo Markets, à Bloomberg. “No final do ano, os mercados podem negociar lateralmente ou subir lentamente, com o corte esperado da Fed e a forte sazonalidade a tornar dezembro um mês difícil para se estar pessimista, e uma recuperação de Natal ainda muito provável”, acrescenta. Pela China, o setor imobiliário volta a estar em foco, depois de a Vanke ter pedido aos credores para adiar o pagamento de um título onshore no valor de dois biliões de yuans (cerca de 240 milhões de euros, ao câmbio atual). As ações da empresa afundaram mais de 7% esta quinta-feira e arrastaram o setor para mínimos de mais de um ano, apesar de o CSI 300 – “benchmark” para a negociação chinesa continental – ter conseguido acelerar 0,5%. Já no Japão, e com o iene a continuar em queda (o que torna as exportações nipónicas mais atrativas), o Nikkei 225 encerrou a sessão a ganhar mais de 1,20%, ficando bastante próximo dos máximos históricos que atingiu no final de outubro. Pela Coreia do Sul, o Kospi avançou 0,66%, apesar de o banco central do país ter decidido manter as taxas de juro inalteradas nos 2,5% pela quarta reunião consecutiva. O otimismo dos investidores chegou ainda à Índia, com o Nifty 50 a atingir um novo máximo histórico, depois de ter conseguido acelerar mais de 1,20% esta quinta-feira.

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