advertisemen tA sul-africana Gold Fields fez saber, nesta quinta-feira (19), que seu lucro anual mais que dobrou, impulsionado por preços-recorde do ouro e pelo aumento da produção, o que permitiu à mineradora reforçar os dividendos e anunciar um programa de recompra de ações. O preço do ouro subiu cerca de 60% em 2025, impulsionado pela incerteza geopolítica e econômica, pelas expectativas de cortes nas taxas de juros nos Estados Unidos da América (EUA) e pelo aumento das compras por bancos centrais, em um contexto de tendência global de desdolarização. Este ano tem visto novo impulso, com os preços do ouro acumulando uma valorização de 15%. O aumento dos preços incentivou a Gold Fields a elevar a produção em 18% no ano passado, para 2,438 milhões de onças. O lucro por ação ficou em US$ 2,88, ante US$ 1,33 por ação no ano anterior. A Gold Fields declarou um dividendo final de US$ 1,15 por ação, acima dos US$ 0,43 por ação distribuídos no ano anterior, elevando o total pago no ano fiscal de 2025 para US$ 1,62, comparado a US$ 0,62 por ação em 2024. A empresa também distribuirá US$ 353 milhões adicionais aos acionistas, dos quais US$ 253 milhões na forma de dividendos extraordinários e US$ 100 milhões por meio de recompra de ações. O diretor executivo da Gold Fields, Mike Fraser, disse que a empresa está dialogando com o governo de Gana, que propôs dobrar a taxa de ‘royalties’ sobre o ouro em resposta à alta dos preços, acrescentando que as conversas têm sido construtivas. “Embora entendamos as profundas necessidades sociais no país, estamos buscando deixar claro que os Governos, e não apenas em Gana, devem agir com prudência para evitar a criação de situações estruturais de falta de competitividade”, declarou Mike Fraser. A mina Tarkwa, em Gana, foi a mais produtiva da empresa em 2025 em todo o seu portfólio, que inclui igualmente ativos na África do Sul, Austrália, Chile e Peru. Tarkwa produziu 475 mil onças de ouro, cerca de um quinto da produção total da Gold Fields no ano passado. Fonte: Reuters
Painel