O Governo angolano desembolsou 31,7 milhões de dólares para a importação de quase 12 mil toneladas de sementes em 2025, avançou nesta quinta-feira (19), em Luanda, o diretor-geral do Serviço Nacional de Sementes (Sense), Augusto da Silva. O dirigente, que apresentou no conselho consultivo do Ministério da Agricultura e Florestas o ponto da situação do Sense, revelou que do total de 11 993 toneladas de sementes, a maioria foi de cereais e leguminosas (6331 toneladas) que custaram ao Estado 14,8 milhões de dólares. “Esse valor é muito alto”, expressou Augusto da Silva, pedindo investimento nessa área. No mesmo período, foram importadas 2554 toneladas de sementes de hortaliças, 2405 toneladas de sementes de batata reno, quantidades para as quais o Estado angolano gastou 11,4 milhões de dólares e 2,3 milhões de dólares, respectivamente. No ano agrícola de 2025, foram produzidas 6930 toneladas de sementes, com destaque para as culturas de milho, feijão e trigo, “garantidas por apenas duas empresas”. O gerente frisou que, no ano passado, as sementes das hortaliças, “infelizmente as mais contrabandeadas”, tiveram o maior percentual submetido à análise laboratorial, com 73,98% do total de 269 amostras analisadas. Além de serem as sementes mais contrabandeadas, prosseguiu o responsável, seu prazo de validade é curto “e quando mal conservadas se deterioram muito rapidamente.” Para o próximo ano agrícola, o Sense se propõe a produzir cerca de 7500 toneladas de sementes, entre milho, feijão, arroz, trigo, soja, massango e massambala (cereais tradicionais africanos). Fonte: Lusa
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