advertisemen tO Governo namibiano deu um passo formal para aprofundar a cooperação econômica com os Emirados Árabes Unidos (EAU), ao propor a criação de uma Comissão Econômica Conjunta destinada a estruturar e expandir o comércio e o investimento bilateral. A iniciativa foi apresentada durante o Fórum de Negócios Namíbia-EAU, realizado nesta quarta-feira (17) na sede do Namibia Investment Promotion and Development Board (NIPDB), entidade responsável pela promoção do investimento e pelo desenvolvimento econômico no país. A ministra das Relações Internacionais e Comércio da Namíbia, Selma Ashipala-Musavyi, disse que a comissão proposta fornecerá uma plataforma estruturada para apoiar a industrialização, a transferência de habilidades e o intercâmbio tecnológico. Segundo ela, a Namíbia pretende reforçar sua capacidade industrial e evoluir de meros laços diplomáticos para uma cooperação prática. Selma Ashipala-Musavyi listou como prioridades governamentais a agricultura, o empoderamento da juventude, a educação e a ação social, setores que dependem de energia, hidrogênio verde, petróleo e gás, mineração e turismo — áreas nas quais os EAU possuem experiência. As duas partes analisaram igualmente os fluxos comerciais atuais. O país da África Austral exporta diamantes, carvão vegetal e peixe congelado para os Emirados Árabes Unidos e importa produtos petrolíferos e maquinário. O fórum focou no aumento do valor agregado. A Namíbia convidou empresas dos Emirados Árabes Unidos a investir no corte e polimento local de diamantes, agro-processamento e tecnologias de irrigação. Logística e infraestrutura também estiveram em destaque nas conversas. Ashipala-Musavyi sublinhou melhorias no Porto de Walvis Bay, incluindo maior rapidez no manuseio de carga e processos de automação. A ministra também disse que a Namíbia está se posicionando como um polo logístico para a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e expressou abertura para cooperação adicional nos setores de aviação e corredores de transporte. O encontro reuniu cinco ministros do governo do país africano, líderes de empresas públicas, autoridades locais e cerca de 30 representantes do governo e do setor privado dos Emirados Árabes Unidos. Fonte: Windhoek Observer
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