a d v e r t i s e m e n tA central de ferrocromo Lion Smelter, – pertencente à Merafe Resources – na África do Sul retomou as operações após nove meses de paralisação, na sequência de uma redução de cerca de um terço nos custos de electricidade, anunciou nesta quarta-feira (18) um dos seus co-proprietários, que apelou a novos cortes para garantir a viabilidade de longo prazo da unidade.

Mais de uma dezena de fundições encerraram nos últimos anos no país provocando milhares de despedimentos, segundo noticiou a Reuters.

Os encerramentos têm sido amplamente atribuídos aos elevados custos de electricidade, que aumentaram mais de 900% desde 2008, segundo o Minerals Council South Africa, a principal organização de defesa do sector mineiro. 

A co-proprietária da Lion Smelter, a empresa mineira sul-africana de mineração de crómio Merafe Resources, afirmou em comunicado que o regulador energético do país aprovou uma redução de 35% nas tarifas de electricidade, permitindo a retoma da fundição, intensiva em consumo de energia, detida por uma joint venture entre a Merafe e a Glencore (multinacional de recursos naturais).

Necessários mais cortes nos custos de electricidade

A unidade tinha sido encerrada em Maio de 2025, juntamente com outras duas fundições geridas pela parceria. A redução do custo da electricidade permitiu a retoma da actividade, não sendo, porém, suficiente para assegurar a sustentabilidade a longo prazo, indicou a Merafe. O mesmo se aplica às fundições de Boshoek e Wonderkop, na província do noroeste, que permanecem inactivas, acrescentou a empresa.

“Todas as três operações de fundição necessitariam de uma tarifa de 62 cêntimos de rand por quilowatt por hora para operar de forma comercialmente sustentável e viável a longo prazo”, afirmou a entidade.

A África do Sul era o maior processador mundial de minério de cromo, mas o encerramento de fundições levou o país a perder essa posição para a China.

A parceria Glencore-Merafe suspendeu no final do ano passado os processos formais para despedir milhares de trabalhadores nas unidades inactivas, enquanto prosseguia negociações com as autoridades sobre tarifas eléctricas com desconto.

A Merafe indicou esperar alcançar um acordo de longo prazo sobre os custos de energia até 28 de Fevereiro de 2026, prazo limite para retomar os procedimentos de redução de postos de trabalho.

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