advertisemen tO Governo cabo-verdiano anunciou que vai disponibilizar cerca de 181 mil euros para apoiar 12 associações de pessoas com deficiência, garantindo o funcionamento das organizações e financiando programas de tratamento médico, formação profissional e apoio a famílias de baixos rendimentos, informou a Lusa, nesta terça-feira, 17 de fevereiro. “Temos, neste momento, cerca de 20 milhões de escudos (181 mil euros) para essas 12 organizações”, disse o ministro da Família, Fernando Elísio Freire. O oficial fez essas declarações à margem da assinatura de protocolos para 2026 com associações que atuam na área da deficiência, no âmbito do programa de promoção da inclusão de pessoas com necessidades especiais. Segundo o ministro, o valor é quase o dobro do que era há sete anos e pode ser aumentado por meio de concursos adicionais. A distribuição levará em conta o tamanho, a estrutura e a área de intervenção de cada organização, garantindo uma distribuição justa. “O valor disponível nunca é suficiente, mas é um esforço do Governo para melhorar as condições das associações e reforçar políticas de inclusão e igualdade de oportunidades”, acrescentou. O programa visa fortalecer organizações de pessoas com deficiência, apoiar tratamentos médicos, compensar famílias de baixa renda e promover a formação profissional de jovens e adultos, visando a autonomia e a integração no mercado de trabalho. Entre as 12 associações beneficiadas estão a Associação de Pais e Amigos de Crianças e Jovens com Necessidades Especiais (Colmeia), a Associação Cabo-verdiana de Deficientes (ACD), a Associação de Apoio a Pessoas com Paralisia Cerebral (Acarinhar) e a Associação dos Deficientes Visuais de Cabo Verde (ADEVIC), que têm alertado nos últimos anos para dificuldades devido ao atraso no pagamento de subsídios. A Colmeia já chegou a entregar, em abril de 2024, uma petição com dez medidas urgentes para melhorar a vida das pessoas com deficiência, exigindo mudanças legislativas e maior suporte financeiro. Ainda em agosto de 2025, essa associação alertou que seu trabalho estava ameaçado pela falta de verbas, insuficientes para cobrir terapias e apoio aos mais de 600 usuários. Os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), referentes a 2021, indicam que o arquipélago tem cerca de 47 mil pessoas com deficiência, sendo 62% mulheres e 38% homens. Apenas 35% estão empregadas e a taxa de inatividade entre essa população é de 62%.
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