a d v e r t i s e m e n tO novo Representante Residente do Banco Africano de Desenvolvimento em Moçambique, Rômulo Cunha Corrêa, avançou que a instituição que representa está empenhada em acelerar o ritmo de implementação dos projectos existentes para fomentar o crescimento sustentável, amplo e inclusivo em todas as regiões, com destaque para Moçambique.

De acordo com um comunicado do banco, a afirmação foi feita nesta segunda-feira, 16 de Fevereiro, em Maputo, durante a apresentação das suas credenciais ao Governo de Moçambique, marcando o início dos seus compromissos oficiais no País. Corrêa foi recebido pela ministra dos Negócios Estrangeiros, Maria Lucas.

“Sinto-me profundamente honrado em servir como Representante Residente neste país que tem imenso potencial de desenvolvimento. A minha prioridade imediata é aprofundar o nosso diálogo político e acelerar o ritmo de implementação do nosso diversificado portefólio”, descreveu. 

O responsável destacou que a carteira de investimentos activa do BAD concentra-se principalmente nas áreas da energia (53%), transporte (27%), agricultura (14%), governança económica (2%), água e saneamento (2%), educação (2%) e iniciativas multissectoriais (0,1%).

Por sua vez, Maria Lucas reafirmou a sólida e duradoura parceria entre o País e o Banco Africano de Desenvolvimento, destacando-o como um parceiro estratégico na jornada de Moçambique rumo à transformação estrutural. “Damos as boas-vindas ao senhor Corrêa e esperamos trabalhar em estreita colaboração para garantir que a nossa parceria conjunta produza resultados tangíveis para os nossos cidadãos”, frisou.

No documento descreve-se que Rómulo Cunha Corrêa também se reuniu com a ministra das Finanças, Carla Loveira, que destacou igualmente a importância do apoio do banco para o avanço das prioridades de desenvolvimento de Moçambique e para a concretização da transformação económica a longo prazo.

Representante Residente do Grupo BAD em Moçambique, Rómulo Cunha Corrêa, e ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Lucas

O Banco Africano de Desenvolvimento prevê uma recuperação do sector extractivo em Moçambique, que deverá impulsionar o crescimento da economia para 3,5% em 2026. Segundo o relatório de “Perspectivas Económicas Africanas” (AEO, sigla inglesa), a inflação deverá aumentar até 5,2% em 2026, devido ao aumento dos preços dos alimentos locais.

O documento clarifica que as previsões para Moçambique sucedem a um crescimento mitigado do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,8% em 2024, devido ao “declínio da produção nas indústrias extractivas e na agricultura”, após um crescimento de 5,4% em 2023, recordando também a descida da inflação até 7% em 2023 e 3,2% em 2024.

Em 2024, Flavio Soares da Gama, representante do Banco Africano de Desenvolvimento, havia sublinhado a necessidade urgente de mobilização de 16,1 mil milhões de dólares até 2030 para ajudar Moçambique a enfrentar os crescentes desafios climáticos.

Na sua apresentação, o economista fez questão de destacar que, apesar de um crescimento económico de 5% em 2023, impulsionado principalmente pelas indústrias extractivas e pelo consumo privado, Moçambique continua a enfrentar desafios económicos significativos. “O País enfrenta um défice fiscal persistente e uma conta corrente que, apesar de algumas melhorias, ainda requer atenção rigorosa”, afirmou Flavio Soares da Gama.a d v e r t i s e m e n t

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