advertisemen tO Banco da Reserva da África do Sul (SARB) quer eliminar a taxa prime de crédito em favor da sua taxa diretora, o que poderá alterar contratos de empréstimo no valor de trilhões de rands, informou a Bloomberg, nesta terça-feira, 17 de fevereiro. Tornar a taxa básica do SARB a referência para contratos financeiros indexados à ‘prime’ garantiria “uma ligação mais clara entre a política monetária e as taxas de juros aplicadas aos empréstimos” e melhoraria a compreensão pública sobre a formação dos preços do crédito, disse o banco central em um comunicado divulgado nesta segunda-feira. A transição deve começar, no mínimo, a partir de 2027, de acordo com um documento de consulta, iniciando contatos formais com bancos e outras partes interessadas do setor sobre a reforma proposta. A taxa prime tem sido fixada em 350 pontos-base acima da taxa básica de juros desde 2001. Os credores normalmente usam a ‘prime’ como referência para precificar os empréstimos, aplicando prêmios ou descontos dependendo do custo de financiamento, do apetite ao risco e da solvência dos clientes. Mais de 12 milhões de contratos, com um valor estimado de mais de 3,2 trilhões de rands (US$ 200 bilhões), estão indexados ao ‘prime’, com empréstimos ao consumidor e empréstimos hipotecários representando cerca de um terço desse valor, de acordo com o banco central. O documento de consulta “é um primeiro passo formal bem-vindo por parte do SARB no processo de cessação da taxa prime”, disse Peter Attard Montalto, diretor-geral da empresa de consultoria Krutham. O período de cerca de um mês para coleta de comentários das partes interessadas sugere que “eles pretendem avançar rapidamente”, acrescentou. Novos contratos Pode não ser viável alterar os contratos de varejo existentes, dada a diversidade de produtos e as leis de proteção ao consumidor, disse o SARB no documento. Recomenda-se, portanto, a adoção de um chamado spread de salvaguarda de 350 pontos-base acima da taxa de referência nos contratos atuais, a fim de minimizar riscos e garantir a continuidade. Os novos contratos deverão passar a referenciar diretamente a taxa diretora, em vez da ‘prime’. Embora o preço efetivo do crédito permaneça inalterado, os bancos agora apresentarão as taxas de juros como uma margem acima da taxa de referência. O banco central introduzirá uma nova taxa de referência para contratos financeiros de curto prazo, como derivativos, chamada Zaronia, para substituir a taxa interbancária de Joanesburgo, a partir de 31 de dezembro de 2026. As lições aprendidas com essa transição guiarão a mudança do sistema atualmente baseado no ‘prime’. A taxa básica do SARB está atualmente em 6,75%, e o comitê de política monetária deve se reunir no próximo mês para reavaliá-la.

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