a d v e r t i s e m e n tO Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se em Adis Abeba, Etiópia, com o economista norte-americano Jeffrey Sachs, que manifestou a sua vontade de apoiar a aceleração da transformação económica do País, projectando que Moçambique poderá tornar-se numa economia “desenvolvida” nas próximas duas décadas e meia.
Segundo uma publicação da Agência de Informação de Moçambique, o encontro aconteceu à margem da realização da 39.ª Conferência Ordinária dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA) e da 35.ª Conferência dos Chefes de Estado e de Governo dos Países Membros do Mecanismo Africano de Revisão de Pares (MARP).
Na ocasião, Jeffrey Sachs, que também é professor da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos da América, e presidente da Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas avançou que o Governo deve focar-se na definição de estratégias de desenvolvimento a longo prazo, com destaque para a transformação do potencial dos recursos naturais em benefícios tangíveis para a população.
“Tivemos uma excelente reunião e estamos muito entusiasmados, há um grande volume de investimentos que será direccionado para o País e que oferece oportunidade de um progresso económico muito rápido. O momento exige uma execução técnica rigorosa para garantir benefícios reais aos cidadãos moçambicanos, por isso, ofereci todo o apoio necessário e assistência técnica relevante para trabalhar com a equipa do Presidente Daniel Chapo numa estratégia que possa acelerar significativamente o desenvolvimento”, declarou.
Sachs também compartilhou o seu optimismo em relação ao futuro económico do País, prevendo que, “nos próximos 25 anos, poderá tornar-se numa economia desenvolvida, com um crescimento muito rápido do seu Produto Interno Bruto (PIB)”, acrescentando que a viabilidade prática deste salto qualitativo está, actualmente, ao alcance do País.
“Há que investir no uso estratégico das receitas do sector do gás natural para fortalecer pilares sociais fundamentais, como a educação, infra-estrutura, electrificação e logística, bem como criar corredores económicos que estimulem outros sectores produtivos”, defendeu.
O Banco Mundial reviu em baixa a previsão de crescimento económico de Moçambique para 2,8% em 2026, uma redução de 0,7 ponto percentual face às projecções divulgadas em Junho, apontando como principais factores a fraqueza persistente do investimento, a escassez de divisas e os efeitos da agitação pós-eleitoral.
As projecções constam do relatório Global Economic Prospects, no qual a instituição antecipa uma recuperação moderada da economia moçambicana em 2027, com um crescimento estimado de 3,5%, após a desaceleração registada em 2025, quando a economia cresceu apenas 1,1%.
Segundo os economistas do Banco Mundial (BM), o desempenho económico de Moçambique no último ano foi condicionado por “fraqueza persistente do investimento, agravamento das restrições cambiais e pelos efeitos da instabilidade pós-eleitoral”, factores que continuam a pesar sobre a retoma económica.
Contudo, o Governo prevê que a economia moçambicana registe um crescimento moderado de 3,2% em 2026, impulsionada pela retoma gradual das actividades produtivas, pelo dinamismo do sector agrícola, das exportações de gás natural liquefeito e por investimentos estruturantes no sector da energia.a d v e r t i s e m e n t
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