a d v e r t i s e m e n tEm África, milhões de pessoas dependem da agricultura para a alimentação, rendimento e emprego, sendo este sector um dos principais motores do crescimento económico no continente. Ainda assim, a actividade agrícola nunca foi fácil.
Os pequenos agricultores enfrentam choques climáticos, acesso limitado a financiamento, mercados fragmentados e cadeias de abastecimento ineficientes. As startups de agrifoodtech estão a intervir para colmatar estas lacunas, levando tecnologia e capital a um sector que há muito necessita de inovação.
Segundo o recente relatório da AgFunder, o Quénia, o Egipto e a Nigéria continuam a liderar o ecossistema africano de agrifoodtech – aplicação de tecnologias avançadas, inovações digitais e soluções científicas em toda a cadeia produtiva de alimentos, desde o campo (agro) até ao consumidor final (food) -, e por boas razões.
A Nigéria, com uma população de 228 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) de 364 mil milhões de dólares, conta com cerca de 38 milhões de pequenos agricultores. O Egipto segue de perto, com 114 milhões de pessoas, um PIB de 396 mil milhões de dólares e cerca de 24 milhões de pequenos produtores, enquanto o Quénia, com 55 milhões de habitantes, inclui quase 8 milhões de pequenos agricultores.
Ainda assim, o financiamento continua a ser um grande desafio para o sector. O agrifoodtech é frequentemente visto como um investimento de elevado risco, devido aos longos ciclos de produção, à exposição à variabilidade climática e às margens reduzidas ao nível da produção agrícola. Muitos investidores permanecem cautelosos, preferindo sectores de retorno mais rápido, como o fintech, enquanto as startups agrícolas em fase inicial enfrentam dificuldades para crescer sem capital paciente e financiamento misto.
Em 2024, o Quénia destacou-se como o principal destino do continente para investimentos em agrifoodtech, atraindo cerca de 95 milhões de dólares. A Nigéria e o Egipto seguiram-se, cada um com aproximadamente 26 milhões de dólares, sublinhando a confiança dos investidores em mercados com escala, procura e fortes fundamentos agrícolas.
Num futuro previsível, os mercados agrícolas digitais e o fintech, bem como as tecnologias intermédias da cadeia de valor, continuam a ser as categorias de investimento mais atractivas.
A seguir, apresentam-se os dez maiores negócios em agrifoodtech em África desde 2012.
Fonte: Business Insider Africa
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