advertisemen tA Autoridade Reguladora de Energia do Maláui (MERA) elevou 40% os preços da gasolina e do diesel, alegando a insustentabilidade dos mesmos fixados pelo Governo anterior do país, que levaram a “perdas significativas”. Esse é o segundo aumento em quatro meses, diz a entidade em comunicado citado pela BBC News Africa. Ainda no documento, a instituição informou que está aumentando os preços do diesel em 41,3% e da gasolina em 41,9%, tendo acrescentando que passa a operar sob um “mecanismo automático de custos”, no qual os preços da gasolina e do diesel mudam de acordo com as despesas envolvidas no transporte do combustível. O diretor interino da MERA, Dad Chinthambi, explicou que o aumento dos preços era necessário “para garantir o fornecimento sustentável de combustíveis, serviços de eletricidade e a entrega correta de impostos para apoiar a manutenção de estradas e projetos de eletrificação rural”. O Governo também está tentando melhorar as finanças públicas e negociar um novo pacote de ajuda com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O presidente da República do Maláui, Peter Mutharika, que voltou ao poder no ano passado, tem tentado revitalizar a fraca economia do país. No entanto, comentaristas locais afirmaram que o aumento de terça-feira (10) poderia prejudicar os esforços do chefe de Estado e agravar a crise do custo de vida para muitos malauianos. Por outro lado, a Human Rights Defenders Coalition (grupo da sociedade civil) alertou que “combustíveis não são uma mercadoria de luxo. Qualquer aumento tem um efeito-cascata sobre o custo de vida”. Após o anúncio, já houve aumentos acentuados nos preços dos transportes na maior parte do país. Espera-se igualmente que os preços de outros serviços e bens essenciais, como alimentos, subam. Os preços das mercadorias já haviam começado a subir após o aumento anterior dos combustíveis, implementado em outubro, e com o aumento deste mês do imposto sobre vendas. Nas redes sociais e nos programas de rádio com participação do público, muitos malauianos expressaram descontentamento com a decisão da MERA, dizendo que esperavam que a administração de Mutharika melhorasse as condições das pessoas e não produzissem os mesmos resultados econômicos do Governo anterior.
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