A Procuradoria Europeia e a polícia belga conduziram buscas na manhã desta quinta-feira nas instalações da Comissão Europeia, em Bruxelas, como parte de uma investigação sobre possíveis irregularidades na venda de 23 edifícios para o fundo soberano da Bélgica por 900 milhões de euros. A informação foi divulgada, em primeiro lugar, pelo Financial Times e posteriormente confirmada pelo Executivo europeu, através de um comunicado citado pela agência de notícias France-Presse (AFP). A venda foi realizada em 2024 e, na época, o Executivo europeu afirmou que a venda foi realizada em conformidade com o regulamento da União Europeia. Por enquanto, a Procuradoria Europeia, que está liderando a investigação, ainda não deu nenhum detalhe sobre as possíveis irregularidades que estão sendo analisadas, afirmando que “não há mais nada que possamos compartilhar nesta fase, para não comprometer os procedimentos em andamento e seu resultado”. Uma porta-voz da Comissão Europeia reassegura que “a venda dos prédios seguiu os procedimentos e protocolos estabelecidos” e que o Executivo está colaborando tanto com as autoridades europeias e belgas. A alienação dos 23 prédios ocorreu durante o mandato de Johannes Hahn, ex-comissário de Orçamento e Administração. Após o término do mandato, foi nomeado enviado especial da UE para Chipre. Confrontada com os impactos da pandemia da covid-19, e com o aumento do teletrabalho, a Comissão Europeia anunciou em 2024 sua intenção de vender cerca de 25% da área de seus escritórios até 2030. Esses 23 prédios faziam parte do acervo a ser alienado, com o Estado belga os enquadrando em um plano para reabilitar o bairro europeu de Bruxelas, direcionando-os para alojamentos, empresas e comércio.

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