advertisemen tA empresa estatal do Botsuana, Okavango Diamond Company (ODC), planeia aumentar a percentagem de diamantes vendidos a compradores contratados como forma de lidar com a actual fraqueza do mercado global, informou a Reuters, nesta quarta-feira, 11 de Fevereiro. Segundo a directora-geral interina da ODC, Lipalese Makepe, as vendas por contrato são mais previsíveis do que os leilões e concursos públicos, que são altamente competitivos e tendem a gerar maior volatilidade de preços. O excesso de oferta, a queda da procura e a crescente popularidade dos diamantes produzidos em laboratório têm pressionado os preços dos diamantes em bruto nos últimos anos. A desaceleração económica também contribuiu para a redução das vendas. Até ao ano passado, a empresa estatal de comercialização de diamantes vendia principalmente através de leilões e concursos, uma vez que uma cláusula no contrato do Botsuana com a De Beers impedia a ODC de competir directamente com esta. Vendas por contrato arrancaram com projecto-piloto no final do ano passado A ODC conseguiu iniciar as vendas por contrato depois de o Governo do Botsuana ter assinado um novo acordo com a De Beers em Fevereiro de 2025. “Testámos os contratos em Novembro e Dezembro com uma média de 14 clientes”, afirmou Makepe à Reuters, à margem de uma conferência mineira africana na Cidade do Cabo, África do Sul. Segundo a responsável, o número de clientes contratados já subiu para 32. “Planeamos vender cerca de 50% da nossa quota da Debswana em valor”, acrescentou, referindo-se à parcela da produção atribuída à ODC pela empresa mineira de diamantes do Botsuana. Inicialmente, o plano era vender 40% por contrato. Lipalese Makepe disse que o restante da sua quota será vendido através dos habituais dez leilões anuais, de parceiros estratégicos e de empresas detidas por cidadãos botsuanos. A ODC poderá também realizar leilões especiais, apesar da tentativa inconclusiva no ano passado. A empresa vendeu cerca de 3 milhões de quilates em 2025, a partir de mais de 4 milhões de quilates da sua quota atribuída, e as vendas em 2026 deverão situar-se em níveis semelhantes, de acordo com a alocação da Debswana. A quota de diamantes em bruto da ODC proveniente da Debswana — a sociedade conjunta do Botsuana com a De Beers — aumentou de 25% para 30% e deverá atingir 40% no final do acordo de dez anos. A De Beers, a maior empresa mundial de diamantes em valor, pertence ao grupo Anglo American, que tem procurado vendê-la antes da sua mega fusão com a mineira canadiana Teck Resources. O director-executivo da Anglo American, Duncan Wanblad, afirmou estar a priorizar a venda, provavelmente a um consórcio, dada a escassez de grandes compradores estratégicos no mercado actual.
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