A remodelação governamental provocada pela demissão da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, deverá ser cirúrgica e só acontecer mais para o fim da próxima semana, ultrapassada a fase crítica do mau tempo, escreve o jornal Público na edição desta quinta-feira. Até lá, o primeiro-ministro assume a pasta da Administração Interna, o que, para o presidente da República, é um “sinal político” ao país da centralidade que pretende dar à resposta às consequências das tempestades. Com as críticas se avolumando e os pedidos de demissão se sucedendo, Marcelo Rebelo de Sousa recebeu e aceitou o pedido de demissão da ministra Maria Lúcia Amaral na terça-feira, no início da noite. A governante alegou que não tinha “as condições pessoais e políticas indispensáveis ​​para o exercício do cargo” e teria sido intransigente na vontade de deixar as funções. Na lógica que mantém desde que chegou ao poder, Luís Montenegro tem os planos na cabeça. Em seu núcleo restrito, não há quem se atravesse com especulações ou informações acerca de timings ou decisões políticas. “Está tudo na cabeça do primeiro-ministro”, diz uma fonte do governo ao jornal.

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