“Nós vamos começar já com o 5G neste primeiro semestre, com experiências piloto nos parques tecnológicos da cidade da Praia e da ilha de São Vicente, na Universidade de Cabo Verde e no aeroporto da ilha do Sal. Trabalharemos na expansão para que a comercialização efetiva possa ser feita de forma massificada a partir do próximo ano. Mas 2026 é o ano do arranque do 5G em Cabo Verde”, afirmou o vice-primeiro-ministro e ministro da Economia Digital, Olavo Correia. Segundo o governante, o objetivo é garantir conectividade em todo o território, incluindo zonas remotas, quando o país “pretende receber cerca de 1,5 milhões de turistas nos próximos meses” após bater o record de quase um milhão em 2024. “Queremos que os cabo-verdianos e os turistas possam estar em qualquer ponto do país com acesso a comunicações, com segurança e qualidade”, disse. O Governo aprovou a estratégia nacional para a implementação do 5G para 2026-2036, ambicionaNdo um investimento de cerca de três mil milhões de escudos (27,2 milhões de euros), que inclui o reforço das infraestruturas públicas digitais, a massificação das assinaturas digitais e a partilha de dados entre instituições de forma automática. Olavo Correia apontou a necessidade de reduzir os custos de acesso à Internet e de aumentar o número de utilizadores, aproveitando o crescimento do turismo para rentabilizar mais rapidamente os investimentos. A redução de custos vai passar pelo reforço da concorrência e pela integração entre tecnologias das operadoras e soluções por satélite. “Quanto maior for a concorrência e a diversidade de soluções, maior será o impacto na redução dos custos para os utilizadores”, afirmou. A presidente do conselho de administração da Agência de Regulação Multissectorial da Economia (ARME), Leonilde dos Santos, explicou que o 5G não se limita ao aumento da velocidade da Internet, mas constitui uma infraestrutura para novos serviços nas áreas da saúde, da educação à distância e da inovação digital. Segundo a responsável, a estratégia prevê mecanismos para reduzir assimetrias, incluindo a partilha de infraestruturas e o recurso à conectividade terrestre e via satélite. “Vai ser um trabalho conjunto com os operadores, o Governo e a entidade reguladora para que a Internet chegue a toda a gente”, disse. Leonilde dos Santos acrescentou que o regulador vai equilibrar o investimento das operadoras com preços justos para os consumidores. O secretário de Estado da Economia Digital, Pedro Lopes, apontou que Cabo Verde já ultrapassou os 95% de acesso à Internet, “quando a média africana é de 40 e a mundial de 60” por cada 100 habitantes. Pedro Lopes acrescentou que, desde 2016, o custo médio da Internet fixa no país caiu em cerca de 70%, de 14.230 escudos (129,05 euros) para cerca de 4.500 escudos (40,81 euros), enquanto os dados móveis desceram cerca de 50%. A estratégia para o 5G baseia-se num estudo elaborado por uma empresa internacional e será acompanhada com a participação de operadores privados, universidades, a entidade reguladora e parceiros internacionais, como o Banco Mundial e o Banco Africano de Desenvolvimento. Cabo Verde tem dois operadores móveis: a estatal CV Telecom, com posição dominante, e a privada Unitel. O 5G é a tecnologia móvel mais avançada, com velocidades superiores ao 4G, cuja utilização depende da implementação e da cobertura assegurada pelos operadores. Leia Também: Cabo Verde lidera ranking da CPLP no Índice de Percepçao da Corrupção

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