Cuba tem mais um problema em mãos: a escassez de combustível. O boicote dos EUA já levou, inclusive, companhias aéreas a cancelar voos para a ilha, onde os stocks de combustível têm diminuído rapidamente. Também a ONU já mostrou preocupação com esta situação. 

O que está em causa?
A ilha das Caraíbas está a sofrer as consequências da suspensão das entregas de petróleo da Venezuela, ordenada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro pelas forças armadas norte-americanas no início de janeiro. 
Em resposta à pressão de Washington, o governo cubano anunciou medidas de emergência, incluindo uma semana de trabalho de quatro dias para as empresas estatais e restrições à venda de combustível. 
No fim de semana, recorde-se, autoridades cubanas informaram as companhias aéreas de que o abastecimento de combustível de aviação seria interrompido durante um mês a partir da meia-noite de segunda-feira. 
Segundo a Administração Federal da Aviação dos Estados Unidos (FAA), os aeroportos internacionais do país esgotaram as reservas de combustível Jet A1, o mais utilizado pela aviação comercial, não estando disponível entre 10 de fevereiro e 10 de março nos nove principais aeroportos. 
Companhias aéreas cancelam voos
Nesta senda, a Air Transat anunciou o cancelamento de todos os seus voos para Cuba pelo menos até 30 de abril, “em resultado da rápida evolução da situação nas últimas horas e do anúncio das autoridades cubanas sobre uma possível escassez de combustível de aviação nos aeroportos”. 
“Dependendo da forma como a situação se desenvolver, os voos para Cuba poderão ser retomados já a 01 de maio”, acrescentou a companhia aérea, especificando que iria contactar os clientes que se encontram em Cuba para tratar do seu repatriamento. 
Por sua vez, a WestJet anunciou “uma redução gradual e ordenada das operações de inverno” e indicou, em comunicado, que iria também começar a enviar aviões vazios para Cuba para repatriar os seus passageiros. 
Devido à escassez de combustível, que também levou ao encerramento temporário de hotéis e à realocação de hóspedes, na segunda-feira a Air Canada suspendeu voos para Cuba: “Nos próximos dias, a companhia aérea realizará voos de saída sem passageiros para ir buscar cerca de 3.000 passageiros já no destino e trazê-los de volta a casa”, indicou a Air Canada em comunicado. 
Impacto também se sente no setor hoteleiro
Segundo a Associação de Operadores Turísticos da Rússia (ATOR), hotéis com baixa ocupação encerraram temporariamente e os hóspedes foram realojados gratuitamente noutros estabelecimentos, geralmente de categoria superior. 
Apesar das perturbações, alguns hotéis continuam a funcionar normalmente. A ATOR indicou ainda que entre 4.200 e 4.700 turistas russos poderão encontrar-se atualmente em Cuba, acrescentando que operadores turísticos mantêm contacto estreito com parceiros locais para coordenar a resposta à situação. 
O Notícias ao Minuto está a tentar contactar a Associação Nacional de Agências de Viagens para tentar obter mais esclarecimentos sobre o tema. O jornal Expresso contactou agências de viagens, operadores e hotéis, que dizem estar a aguardar informações. 
Leia Também: Bispos cubanos cancelam visita ao Vaticano devido à escassez de combustível

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