advertisemen tO Botsuana tenciona intensificar a prospecção mineira, incluindo de minerais críticos, numa estratégia para diversificar a economia para além dos diamantes, avançando com o levantamento de cerca de 70% do seu território que permanece por explorar, afirmou nesta terça-feira (10) a ministra das Minas, Bogolo Joy Kenewendo. O país da África Austral, durante muito tempo considerado um caso de sucesso no continente africano, tem sido fortemente afectado por um prolongado abrandamento do mercado mundial de diamantes, impulsionado pela incerteza económica e pela crescente popularidade das pedras produzidas em laboratório. As pedras preciosas representam, em regra, cerca de um terço das receitas nacionais. A Debswana Diamond Company – empresa conjunta do Botsuana com a De Beers -, responsável por 90% das vendas de diamantes do país, não prevê aumentar a produção num contexto de mercado fraco. “Não faz sentido estarmos a queimar dinheiro e a acumular (diamantes)”, afirmou o director-executivo da Debswana, Andrew Motsomi. Segundo dados do Ministério das Finanças, o Botsuana detinha, no final de Dezembro, um stock de 12 milhões de quilates, quase o dobro do nível máximo permitido pelo Governo, fixado em 6,5 milhões de quilates. Embora os diamantes continuem a ser a espinha dorsal do sector mineiro, Kenewendo afirmou que o Governo está a avançar com planos para alargar a base mineral, incluindo minerais críticos. A ministra indicou que uma nova empresa estatal de prospecção, recentemente lançada, irá concentrar-se no aumento dos níveis de exploração. “Estávamos a fazer mais prospecção à procura de diamantes do que de outros minerais de elevado valor. E agora vamos mudar isso”, declarou Kenewendo à margem de uma conferência mineira africana na Cidade do Cabo, acrescentando que: “Se apenas explorámos 30% do nosso país, isso demonstra o nosso forte enfoque nos diamantes.” “Há alguma hesitação por parte dos investidores em avançar para a prospecção. Pode perder-se muito dinheiro explorando e não encontrando nada. Queremos garantir que dispomos dos dados correctos, que sabemos o que existe e onde, para podermos decidir se também queremos ser investidores nesse espaço”, salientou. Interesse dos Estados Unidos da América (EUA) O interesse por minerais críticos, nomeadamente os utilizados na indústria transformadora avançada, tem aumentado à medida que as duas maiores economias mundiais, os Estados Unidos e a China, competem por recursos como o cobre e o cobalto. A Executiva revelou que os EUA manifestaram interesse em estabelecer parcerias com o Botsuana na área da prospecção e mineração, embora as conversações estejam ainda numa fase inicial. Fonte: Reuters
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