a d v e r t i s e m e n tA petrolífera estatal chinesa CNOOC vai iniciar em Março a perfuração de blocos para a prospecção de hidrocarbonetos no País, no âmbito das concessões atribuídas pelo Governo no sexto concurso público lançado em Novembro de 2021. A informação foi confirmada pelo ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, à margem da conferência Mining Indaba, a decorrer na Cidade do Cabo, África do Sul, segundo informou a Lusa.
“Vão começar muito em breve. Em Março, começarão a preparar-se para iniciar a exploração”, declarou o governante, adiantando que os trabalhos iniciais contemplam entre cinco a seis blocos situados em águas profundas da bacia do Rovuma, na região Norte do País.
As concessões atribuídas à Chinese National Offshore Oil Corporation (CNOOC) abrangem as áreas offshore Save (S6-A e S6-B) e Angoche (A6-G, A6-D e A6-E), com participação conjunta da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH). Os contratos correspondentes foram aprovados pelo Conselho de Ministros a 26 de Março de 2024 e assinados no mesmo ano, mas sem ainda terem avançado para a fase de perfuração.
O processo de atribuição teve início com o lançamento do sexto concurso para exploração de gás natural e petróleo, abrangendo um total de 16 áreas distribuídas pelas bacias do Rovuma, Angoche, Zambeze e Save, numa extensão superior a 92 000 quilómetros quadrados.
A bacia do Rovuma, situada ao largo da província de Cabo Delgado, tem vindo a atrair múltiplos investimentos internacionais. Contudo, os blocos atribuídos à CNOOC não correspondem às Áreas 1 e 4, que albergam os megaprojectos da TotalEnergies e da ExxonMobil, respectivamente.
Segundo o ministro Estêvão Pale, o Governo não tem, para já, intenção de lançar uma nova ronda de leilões para blocos de gás e petróleo. “Agora não, porque pensamos que ainda há muitas áreas para negociações directas, que faziam parte da última ronda e que não foram desenvolvidas. Temos agora a oportunidade de continuar as discussões e de ver se encontramos outro potencial parceiro”, declarou.
Actualmente, Moçambique conta com três grandes projectos de exploração aprovados na bacia do Rovuma. O Coral Sul, operado pela Eni, está em produção desde 2022 e prevê a duplicação da sua capacidade com uma segunda plataforma flutuante, Coral Norte, cujo investimento foi aprovado em Outubro passado, avaliado em 7,2 mil milhões de dólares.
Por sua vez, o projecto Mozambique LNG (Área 1), da TotalEnergies, retomou oficialmente as actividades em Janeiro de 2026, após quatro anos de suspensão devido à insurgência em Cabo Delgado. A produção prevista poderá atingir 13 milhões de toneladas por ano (mtpa) a partir de 2029.
Já o Rovuma LNG (Área 4), liderado pela ExxonMobil, tem um investimento previsto de 30 mil milhões de dólares, com arranque estimado para depois de 2030, estando a decisão final de investimento agendada para este ano.
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