O Governo anunciou nesta terça-feira, 10 de Fevereiro, que vai concessionar o projecto integrado de expansão e desenvolvimento do Porto de Nacala, localizado na província de Nampula, norte do País, para maximizar a sua capacidade.
Neste sentido, o Conselho de Ministros, reunido em mais uma sessão, autorizou ao Ministério dos Transportes e Logística a lançar o concurso internacional para a concessão das obras de expansão e modernização da infra-estrutura.
“O Porto de Nacala, uma das principais infra-estruturas do Corredor de Nacala, possui actualmente uma capacidade de 10 milhões de toneladas por ano, sendo que manuseou, em 2024, 3,5 milhões de toneladas, representando 35% da sua capacidade”, informou o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa.
Segundo Impissa, o porto possui três terminais, sendo um de contentores modernos, com capacidade para 252 mil, um terminal de carga geral, com 2,4 milhões de toneladas por ano, e um terminal de líquidos, com 3,6 milhões de toneladas por ano, para além de possuir um canal navegável com mais de 18 metros de profundidade, sem precisar de dragagem.
“Mesmo com essas características, há necessidade de melhorar ainda mais as condições para que as operações ocorram sem restrições. O projecto integrado de desenvolvimento prevê ainda a optimização e modernização do porto com os seus respectivos terminais, estabelecimento de uma zona económica especial e portos secos, para atrair investimentos estrangeiros e indústrias, e a construção de uma doca seca flutuante e instalação de apoio”, descreveu.
No ano passado, o Presidente da República, Daniel Chapo, destacou a importância estratégica do Corredor Logístico de Nacala, sublinhando que esta infra-estrutura tem “enorme potencial para dinamizar o comércio em África” e apelou ao investimento do Japão para acelerar a sua plena operacionalização.
“Estamos convictos de que este corredor impulsionará as economias da região, ao melhorar infra-estrutura e serviços de transporte, permitindo maior fluxo de pessoas, bens e acesso competitivo aos mercados globais”, declarou o chefe do Estado.
O corredor e os seus antecedentes
O Corredor de Nacala, em operação desde 2016, resultou de um investimento de 4,5 mil milhões de dólares (288 mil milhões de meticais), envolvendo a multinacional brasileira Vale, o conglomerado japonês Mitsui e os Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM).
A infra-estrutura inclui o porto de águas profundas de Nacala, no norte do País, e uma linha férrea de 912 quilómetros, que liga o porto à província de Tete, por onde é escoado carvão mineral, além de servir como corredor logístico vital para o Maláui e a Zâmbia, países sem acesso directo ao mar.
Em 2023, o então Presidente Filipe Nyusi inaugurou as novas infra-estruturas do porto de Nacala e assinou acordos com os governos de Maláui e Zâmbia para reforçar a utilização conjunta do corredor, consolidando-o como plataforma regional de transporte e comércio.a d v e r t i s e m e n t
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