Angola vai contar, a partir deste mês, com um novo complexo industrial integrado, dedicado à refinação, transformação e embalamento de óleos vegetais, gorduras e ingredientes alimentares. A entidade já gerou 400 empregos directos e cerca de dois mil empregos indirectos, assegurou o director-geral da empresa (Refinole), José Oliveira. A fábrica com capacidade de produzir 110 mil toneladas/ano, a funcionar há quatro meses e com inauguração prevista para fim de Fevereiro, surge para “reforçar a produção local e reduzir a dependência de importações”, garantiu José Oliveira. Localizada no município do Hoji-ya-Henda, em Luanda, a unidade industrial, instalada numa área de cerca de 50 mil metros quadrados, está em operação desde Setembro de 2025. A unidade já gerou 400 empregos directos – 95% de mão-de-obra angolana – e conta com uma capacidade de produção de 18 mil toneladas/ano de margarina e gordura, 7 mil toneladas/ano de maionese e molhos e 110 mil toneladas/ano de óleos vegetais. A força de trabalho da Rafinole é maioritariamente jovem e é esta que opera nas linhas de produção, embalagem e armazenamento dos produtos. Pelo menos quatro linhas de produção com alta tecnologia compõem o organograma laboral do complexo industrial, sobretudo no segmento de engarrafamento de óleos alimentares: são duas linhas de um litro, uma de cinco e três litros e outra de 20 litros, que totalizam 12 mil garrafas por hora. As valências desta unidade industrial do sector alimentar foram assinaladas por José Oliveira que, sem revelar o volume global do investimento, deu conta que, além do consumidor final, a fábrica potencia também outras indústrias no país. “A fábrica já começou a trabalhar desde o mês de Setembro, encontra-se em operação e actualmente estamos a abastecer o mercado nacional por diversos distribuidores, havendo também indústrias que utilizam os nossos produtos para desenvolver outros como a margarina, bolachas e maionese”, afirmou. Segundo o gestor, a fábrica surge igualmente para fornecer produtos à indústria local, que anteriormente recorria a importações, considerando que a sua operação também potencia o mercado interno, perspectivando, ao longo do processo, produzir localmente a matéria-prima, que ainda é importada. “A longo prazo pensamos em começar a produzir a matéria-prima no país, mas tudo depende do processo de desenvolvimento do mercado angolano e também da agricultura”, referiu, assinalando que, além dos 400 empregos directos, a unidade criou ainda quase dois mil empregos indirectos. José Oliveira salientou que as mulheres também têm presença activa na direcção da empresa, com uma taxa de 40%, ligadas sobretudo à logística e às finanças, estando ainda presentes no sector da produção. Gustavo Domingues, director industrial da Rafinole, assegurou que todas as máquinas estão instaladas e operam em alta tecnologia e que todos os produtos são manufacturados à luz das normas e padrões internacionais de qualidade. A fábrica, cujas matérias-primas, soja e palma, são importadas maioritariamente da América Latina, opera actualmente com quase 80% da sua capacidade. Fonte: Lusa

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