Índices japoneses e de Taiwan fixam novos recordes com impulso de Takaichi e tecnológicas Os principais índices asiáticos encerraram a sessão desta terça-feira em alta, acompanhando o “rally” dos ativos de risco durante o dia de ontem pelos Estados Unidos (EUA), com o índice regional MSCI Ásia-Pacífico a fixar um novo máximo histórico, assim como o MSCI All Country Worl Index – um dos indicadores mais abrangentes do mercado bolsista ao nível global. Pelo Japão, a vitória de Sanae Takaichi nas eleições legislativas antecipadas continuou a “dar gás” aos principais índices do país. Por cá, os futuros do Euro Stoxx 50 cedem cerca de 0,20%. Pelo Japão, o Nikkei pulou 2,28% e atingiu um novo máximo histórico de 57.960,19 pontos, enquanto o Topix ganhou 1,90% e fixou um novo recorde nos 3.863,90 pontos. O sul-coreano Kospi – índice com grande peso de cotadas ligadas à tecnologia e inteligência artificial – somou ligeiros 0,069%, ao passo que o índice de referência de Taiwan (TWSE) valorizou 2,06%, tendo também chegado a um novo recorde nos 33.072,97. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong ganhou 0,42% e o Shanghai Composite somou 0,13%. Os ganhos sinalizaram, por enquanto, uma diminuição das preocupações em torno dos gastos de grandes tecnológicas com o desenvolvimento da inteligência artificial, fator que levou os ativos de risco a registarem fortes perdas na semana passada. Nesta linha, o SoftBank Group esteve entre as cotadas que mais ganharam na sessão de hoje, com uma valorização de mais de 10%. “A volatilidade recente removeu o excesso de ‘espuma’, particularmente em cotadas (ligadas à) tecnologia e IA”, disse à Bloomberg Tareck Horchani, da Maybank Securities em Singapura. “O posicionamento agora está mais claro, os prémios de risco parecem mais razoáveis ​​e os mercados estão a entrar nesta fase a partir de uma base mais saudável”, acrescentou. Pelo Japão, as ações avançaram pela terceira sessão consecutiva, atingindo novos recordes, impulsionadas pela eleição da primeira-ministra Sanae Takaichi, com uma vitória que lhe dá margem de manobra para avançar com as suas políticas pró-crescimento. Já no que toca à China, o yuan atingiu o seu nível mais forte desde maio de 2023, depois de reguladores do país terem pedido às instituições financeiras nacionais para reduzirem a exposição às “Treasuries”, ou seja, dívida norte-americana, citando preocupações relativamente a riscos de concentração e de elevada volatilidade no mercado. Os “traders” aguardam agora pela divulgação de importantes dados económicos vindos dos EUA ao longo desta semana – referentes ao mercado laboral e à inflação -, que poderão ajudar a perceber qual será a trajetória da política monetária do lado de lá do Atlântico.

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