advertisemen tPara muitos países africanos, o mar constitui uma artéria económica vital. Mais de 80% do volume do comércio africano é realizado através de rotas marítimas, incluindo exportações de energia, produtos agrícolas e bens manufacturados. Uma marinha capaz protege as rotas de navegação, os portos, as plataformas offshore e as infra-estruturas submarinas, como cabos e oleodutos. Sem uma dissuasão naval efectiva, estes activos ficam expostos à pirataria, ao contrabando e à sabotagem. Uma frota naval poderosa é igualmente essencial para a protecção das zonas económicas exclusivas (ZEE). Os Estados costeiros africanos dispõem de algumas das mais ricas zonas de pesca do mundo, bem como de um considerável potencial offshore de petróleo e gás. A pesca ilegal, não declarada e não regulamentada custa ao continente milhares de milhões de dólares por ano. Patrulhas navais eficazes ajudam a fazer cumprir a lei marítima, a conservar os recursos naturais e a garantir a segurança alimentar a longo prazo. Para além da economia, a força naval é crucial para a segurança nacional. A proliferação de actores não estatais a operar no mar, como piratas, traficantes e grupos militantes, têm vindo a esbater a distinção entre actividade criminosa e ameaças à segurança. Em regiões como o Golfo da Guiné e o Corno de África, as frotas navais são determinantes para a recolha de informações, resposta rápida e cooperação com aliados regionais e internacionais. Do ponto de vista financeiro, a segurança marítima tem um impacto directo na confiança dos investidores. Os países com costas seguras e uma administração marítima estável beneficiam de prémios de seguro mais baixos, custos de transporte reduzidos e maior capacidade de atrair investimento estrangeiro. Em contraste, capacidades navais limitadas aumentam a percepção de risco, travam os fluxos de capital a longo prazo e elevam os custos do comércio. À medida que a economia azul africana cresce e a concorrência geopolítica se intensifica, a segurança marítima passará a influenciar cada vez mais os resultados económicos. Em 2026, um país africano com uma frota naval poderosa e bem gerida estará mais bem preparado para salvaguardar a sua soberania, proteger o seu comércio e sustentar o crescimento a longo prazo num contexto global incerto. Dito isto, seguem-se os países africanos com as frotas navais mais fortes em 2026, de acordo com dados do Global Firepower. Fonte: Business Insider Africa

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