A circulação rodoviária na Estrada Nacional Número 1 (N1), principal eixo de ligação entre o sul e o norte do País, voltou a ser interrompida após a abertura de uma cratera num troço localizado na cidade de Xai-Xai, província de Gaza, anunciou a Administração Nacional de Estradas (ANE), segundo informou Lusa.
Segundo a entidade, o incidente ocorreu na noite de sábado, após se verificar um processo de infraescavação na zona baixa do rio Nguluzane, comprometendo a estabilidade do pavimento ao longo de sete metros de extensão e em toda a largura da via. Como medida de precaução, a circulação de todos os tipos de viaturas foi imediatamente suspensa.
“O empreiteiro encontra-se no terreno a trabalhar com vista à reposição da transitabilidade e, assim que as condições estiverem reunidas, será anunciada a reabertura do tráfego”, refere a ANE em um comunicado.
Este mesmo troço havia sido reaberto a 6 de Fevereiro, de forma condicionada, após ter sido afectado pelas chuvas intensas e inundações registadas em Janeiro, que provocaram seis cortes ao longo da N1. Três semanas depois da primeira interrupção, e apesar da reparação provisória, a infra-estrutura voltou a ceder à força das águas.
De acordo com dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), desde o início do ano as cheias em várias regiões do país provocaram 25 mortos, afectaram mais de 724 000 pessoas – o equivalente a 170 392 famílias – e deixaram um saldo de 147 feridos e nove desaparecidos. Foram também danificadas 3587 casas, das quais 885 ficaram totalmente destruídas e 166 081 inundadas.
Desde Outubro, quando teve início a época chuvosa, o número acumulado de óbitos ascende a 191 pessoas, com 291 feridos e 845 144 cidadãos afectados. O Governo declarou o alerta vermelho nacional em 16 de Janeiro.
Ainda segundo o INGD, estão actualmente activos 77 centros de acomodação, onde se encontram 78 407 deslocados, e registam-se danos em 229 unidades sanitárias, 323 escolas, 14 pontes e cerca de 3783 quilómetros de estrada.
O impacto estende-se também ao sector agrícola, com 440 906 hectares de culturas afectadas, dos quais 275 405 foram dados como perdidos, atingindo 314 783 agricultores. A morte de 412 446 cabeças de gado agrava ainda mais o quadro.
Vários países e organizações internacionais, incluindo a União Europeia, os Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Timor-Leste, Suíça, Noruega, Japão, China, França, Alemanha e nações vizinhas, já mobilizaram e enviaram ajuda humanitária de emergência.a d v e r t i s e m e n t
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