A Sasol, empresa sul-africana de combustíveis e produtos químicos, registou uma queda de 99% nos lucros relativos ao primeiro semestre do seu exercício fiscal, findo a 31 de Dezembro de 2025, fortemente penalizada por perdas contabilísticas no valor de 483 milhões de dólares e pela descida dos preços internacionais do petróleo e de produtos químicos.

A companhia, com sede em Joanesburgo, informou que o lucro por acção deverá situar-se entre 0,005 e 0,042 dólares, muito abaixo dos 0,38 dólares registados no mesmo período do ano anterior.

Entre os principais factores está uma imparidade de 186 milhões de dólares na refinaria de combustíveis líquidos de Secunda, na África do Sul, considerada totalmente desvalorizada. Soma-se uma desvalorização adicional de 242 milhões de dólares sobre o acordo de partilha de produção em Moçambique, motivada pela revisão dos prazos de produção, o que adiou a monetização do gás.

Embora os volumes totais de gás se mantenham inalterados, a empresa indicou que o novo perfil de produção implicará o diferimento da geração de receitas. A valorização do rand sul-africano face ao dólar norte-americano contribuiu também para o agravamento da perda contabilística em Moçambique.

A empresa foi ainda impactada por uma queda de 17% no preço do petróleo Brent, em termos de moeda local, e por uma redução de 3% no preço médio da sua cesta de produtos químicos, calculado em dólares.

Líder mundial na produção de combustíveis líquidos a partir de carvão e segundo maior poluidor da África do Sul, a Sasol tem procurado reduzir as suas emissões através da substituição progressiva do carvão por gás natural, da aposta em energias renováveis e da potencial adopção de hidrogénio verde.

A companhia prevê que o resultado ajustado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA ajustado) sofra uma queda entre 4% e 21%, situando-se entre mil e 1235 milhões de dólares.

O presidente do conselho de administração e director-executivo da Sasol, Simon Baloyi, deverá apresentar os resultados completos no próximo dia 23 de Fevereiro, data em que se espera o detalhamento das medidas a adoptar para enfrentar os actuais desafios operacionais.a d v e r t i s e m e n t

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