a d v e r t i s e m e n tA África do Sul deu um passo decisivo para garantir acesso isento de impostos ao mercado chinês, após a assinatura de um acordo-quadro de parceria económica durante uma visita oficial à China do ministro do Comércio, Indústria e Concorrência, Parks Tau.

O entendimento foi formalizado entre Parks Tau e o seu homólogo da República Popular da China, Wang Wentao, num contexto em que Pretória – capital administrativa da África do Sul e sede do Governo – procura reforçar as exportações nacionais e diversificar os seus mercados estratégicos.

“O ministro Parks Tau e o seu homólogo da República Popular da China, o ministro Wang Wentao, assinaram o Acordo-Quadro de Parceria Económica para a Prosperidade Partilhada”, informou o Ministério do Comércio, Indústria e Concorrência da África do Sul, através de um comunicado oficial.

De acordo com a mesma fonte, o acordo estabelece as bases para negociações futuras mais específicas entre os dois países, com potencial impacto directo no comércio bilateral e no acesso preferencial de produtos sul-africanos ao mercado chinês.

“O acordo será seguido pela negociação e conclusão de um Acordo de Colheita Antecipada até ao final de Março de 2026, que permitirá à China conceder acesso isento de direitos aduaneiros às exportações provenientes da África do Sul”, refere o comunicado.

A iniciativa surge num contexto de crescente pressão sobre o comércio externo sul-africano, numa altura em que o país enfrenta uma disputa tarifária com os Estados Unidos da América (EUA).

Os EUA são o segundo maior parceiro comercial bilateral da África do Sul, imediatamente a seguir à China, o que reforça a importância estratégica do mercado chinês para a absorção das exportações sul-africanas.

Em Agosto do ano passado, o Presidente dos EUA, Donald Trump, impôs uma tarifa de 30% sobre as exportações da África do Sul para o mercado norte-americano, a mais elevada aplicada a um país da África Subsaariana, agravando os desafios enfrentados por Pretória no comércio internacional.

Fonte: Reuters

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