advertisemen tO Governo da África do Sul informou, nesta quinta-feira (5), que vai aumentar o salário mínimo nacional deste ano em mais do que a taxa de inflação, superando as expectativas de empresas e analistas. O salário mínimo à hora irá subir 5%, para 30,23 rands – o equivalente a 1,89 dólares -, a partir do próximo mês. O aumento é superior aos 4,7% de subida média dos salários que analistas, empresas e sindicatos esperavam para 2026, diz um inquérito divulgado pelo Bureau for Economic Research a 12 de Dezembro do ano passado. Os preços no consumidor aumentaram 3,6% em termos anuais em Dezembro, enquanto a média de 2025 abrandou para 3,2%, de acordo com a estatística nacional. Embora o salário mínimo tenha sido introduzido em Janeiro de 2019 com o objectivo de reduzir o fosso salarial numa das sociedades mais desiguais do mundo, o aumento agora anunciado não será suficiente para melhorar o nível de vida de uma grande parte da população activa, que gasta a maior fatia do seu rendimento em alimentação. Cerca de 32% das pessoas no mercado de trabalho estão desempregadas. Quando se incluem os trabalhadores desencorajados, a taxa sobe para cerca de 42%. A economia da nação mais industrializada de África não cresceu mais de 1% ao ano ao longo da última década. A AgriSA, o maior grupo de pressão dos agricultores sul-africanos, afirmou que o momento do ajustamento irá colocar pressão adicional sobre um sector que já se encontra sob tensão. “A agricultura está a emergir de anos consecutivos de contracção causados pela seca, pela volatilidade climática e por surtos de doenças animais”, afirmou em comunicado. “Embora partes do sector estejam a mostrar sinais de recuperação em 2025, essa recuperação continua a ser frágil e desigual.” O Congresso dos Sindicatos Sul-Africanos, a principal federação sindical do país, tinha apresentado uma proposta ligeiramente mais elevada. O aumento salarial adicional “vai injectar um estímulo muito necessário na economia, impulsionando o crescimento, sustentando e criando empregos”, afirmou o coordenador parlamentar Matthew Parks, em comunicado.Fonte: Bloomberg
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