
O objetivo de comprar a Warner Bros. levou a Netflix a apresentar-se perante o Senado dos EUA, com o co-CEO Ted Sarandos a prestar esclarecimentos sobre os potenciais riscos que o negócio possa apresentar não só para a indústria do entretenimento como também para os subscritores de serviços de streaming – incluindo os da Netflix. Sobre o que os clientes da Netflix e da HBO Max poderiam esperar caso o negócio fosse aprovado, Sarandos rejeitou as teorias de que alguma das plataformas possa ser encerrada devido à diversidade dos conteúdos que apresentam. “A Netflix e a Warner Bros. têm os seus próprios serviços de streaming, mas são muito complementares”, explicou Sarandos. “Na verdade, 80% dos subscritores da HBO Max também subscrevem a Netflix. Daremos aos consumidores mais conteúdo por menos dinheiro”. Tal como qualquer algoritmo, o sistema de recomendações da Netflix pode ser ‘ensinado’ mas, para tal, deverá colocar em prática alguns truques para o moldar ao seu gosto e preferências. Miguel Patinha Dias | 10:37 – 04/02/2026 Em relação aos recorrentes aumentos de preço dos planos de subscrição na Netflix – que, na verdade, não têm impedido que a Netflix continue a somar novos assinantes – e sobre a possibilidade de surgirem novos aumentos futuros resultantes desta aquisição da Warner Bros., Sarandos disse que os atuais clientes têm sempre a opção de cancelar a assinatura da Netflix. “É possível cancelar a Netflix com um único clique, por isso se o consumidor disser, ‘É demasiado caro para o que (o serviço) oferece’, podem cancelar (a assinatura) com um clique”, afirmou o diretor executivo da Netflix de acordo com o site Ars Technica. Durante a sessão de esclarecimentos no Senado dos EUA houve ainda espaço para alguns senadores republicanos criticarem o conteúdo presente na Netflix, categorizando-o como demasiado liberal. Um destes senadores chegou mesmo a afirmar que o conteúdo da Netflix era demasiado “woke”. Depois de separados por mais de três anos, a banda sul-coreana fará o seu regresso com um novo álbum que será apresentado num concerto transmitido em direto para todo o mundo pela Netflix. Miguel Patinha Dias | 08:17 – 03/02/2026 “Porque raio daríamos um selo de aprovação para vos tornar no maior gigante do planeta em termos de conteúdo”, afirmou o senador republicano Eric Schmitt do estado do Missouri de acordo com o site The Verge. “Parece-me que criaram não só um monopólio de conteúdo, potencialmente, mas também o conteúdo mais ‘woke’ da história do mundo”. As mesmas críticas foram lançadas pelo senador republicano Josh Hawley, também do Missouri. “Porque é que tanto conteúdo da Netflix para crianças promove ideologia transgénero?”, questionou Hawley, afirmando que “quase metade” dos conteúdos direcionados para crianças tem este tipo de ideologia. Em resposta, Sarandos disse desconhecer a origem do número partilhado por Hawley e afirmou que a “Netflix não tem qualquer tipo de agenda política”. Leia Também: Netflix dá-lhe um vislumbre do final da temporada de “Bridgerton”
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