advertisemen tO Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) fez saber que mais de 75 mil pessoas estão abrigadas em 76 centros de acomodação existentes, acrescentado que, até agora, há mais 723 mil afectados pelas cheias que se registam no País no mês de Janeiro, sobretudo na região Sul, assim como 23 mortes. De acordo com os dados de actualização emitidos nesta quarta-feira, 4 de Fevereiro, e divulgados pela Lusa, as inundações já atingiram o equivalente a mais de 170 mil famílias, havendo também 145 feridos e nove desaparecidos, além de 3555 casas parcialmente destruídas, 832 totalmente destruídas e outras 165 mil alagadas. Recentemente, o Governo previu a necessidade de, pelo menos, 644 milhões de dólares para reparar os danos provocados pelas chuvas intensas registadas nos últimos 20 dias, que resultaram em cheias e inundações. Entre os principais prejuízos, destacam-se os danos em cerca de três quilómetros da Estrada Nacional Número 1 (N1), a principal via rodoviária que liga Moçambique de norte a sul, situação que agravou as dificuldades de circulação de pessoas e de escoamento de bens essenciais. Para além da N1, as restantes estradas registaram destruições numa extensão superior a 1336 quilómetros, de acordo com a avaliação preliminar realizada pelas autoridades no âmbito da resposta à emergência. O Plano do Executivo prevê ainda a adopção da reconstrução resiliente como princípio vinculativo, assegurando que as infra-estruturas a serem reabilitadas ou construídas estejam preparadas para resistir a eventos climáticos extremos, bem como a integração da planificação preventiva e permanente como pilar da governação pública. União Europeia, Estados Unidos da América, Angola, Portugal, Noruega, Japão e África do Sul já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência. No final do ano passado, o Executivo aprovou o plano de contingência nacional para a época chuvosa 2025-26 avaliado em 14 mil milhões de meticais. No entanto, admitiu dispor apenas de 6 mil milhões de meticais da verba necessária. Moçambique está em plena época chuvosa, um período que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes, principalmente nas zonas Centro e Sul do País, com as autoridades a activarem acções de antecipação às cheias e inundações naquelas regiões. O País é considerado um dos mais severamente atingidos pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais. Nas últimas chuvas, entre 2024-25, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afectaram mais de 1,8 milhão. Os eventos extremos provocaram pelo menos 1016 mortos em Moçambique entre 2019 e 2023, afectando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.advertisement

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