O principal acesso à vila turística de Macaneta, no distrito de Marracuene, província de Maputo, reabriu esta quarta-feira, 4 de Fevereiro, após ter estado fechado durante duas semanas devido às cheias que afectam Moçambique desde Janeiro. A circulação, contudo, mantém restrições rigorosas, informou o presidente do município de Marracuene, Shafee Sidat.
Segundo o responsável, a reabertura do trânsito foi possível graças a um trabalho técnico conjunto entre o município de Marracuene, a concessionária Rede Viária de Moçambique (REVIMO) – responsável pela portagem da estrada R804 – e a Administração Nacional de Estradas (ANE). Durante as cheias, os equipamentos da portagem chegaram a ficar totalmente submersos.
“O acesso foi reaberto de forma condicionada apenas para viaturas com menos de dez toneladas”, explicou Shafee Sidat. O presidente do município acrescentou que as cheias provocaram um buraco de grandes dimensões na estrada e destruíram as condutas de água ao longo do percurso.
A dimensão da inundação foi visível, segundo Shafee Sidat. “Só se viam as copas das árvores e das palmeiras. Pequenos sinais de trânsito e cabines da portagem denunciavam a estrada, que esteve completamente submersa”, descreveu o autarca.
A circulação permanecerá também limitada durante a noite e funcionará em regime alternado. “As pessoas não vão parar, mas, segundo o plano que elaborámos com a REVIMO e a ANE, sempre que necessário faremos o ‘stop and go’ para continuar as reparações”, acrescentou Shafee Sidat.
No contexto das cheias, o município de Marracuene mantém actualmente oito centros de acolhimento activos, que estão a receber quase 3600 pessoas afectadas pela situação de emergência.
Desde o início da presente época chuvosa, em Outubro do ano passado, incluindo as cheias registadas em Janeiro, morreram 153 pessoas e 254 ficaram feridas. No total, 844,4 mil pessoas foram afectadas, segundo dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres.
Fonte: Lusa
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