
O co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, apresentou-se perante o Senado dos EUA esta terça-feira, dia 3, onde prestou esclarecimentos sobre a proposta da empresa para adquirir a Warner Bros – num negócio que também inclui a HBO e o serviço de streaming HBO Max.
O Comité Judiciário teve como objetivo esclarecer questões relacionadas com o mercado e a concorrência, possíveis aumentos de preço para os consumidores ou até receios que as estreias de filmes nas salas de cinema sejam limitadas.
No entanto, parte desta audiência foi aproveitada por alguns senadores republicanos para criticar o tipo de conteúdo produzido pela Netflix – categorizando-o como “woke”, isto é, inclinado para uma ideologia mais liberal e referente a conteúdo politicamente correto.
A Netflix simplificou a sua oferta de aquisição da Warner Bros Discovery (WBD) pelo mesmo valor, informou esta terça-feira, dia 20, a fim de acelerar a aprovação pelos acionistas do estúdio cinematográfico.
Lusa | 13:28 – 20/01/2026
“Porque raio daríamos um selo de aprovação para vos tornar no maior gigante do planeta em termos de conteúdo”, afirmou o senador republicano Eric Schmitt do estado do Missouri. “Parece-me que criaram não só um monopólio de conteúdo, potencialmente, mas também o conteúdo mais ‘woke’ da história do mundo”.
As mesmas críticas foram lançadas pelo senador republicano Josh Hawley, também do Missouri. “Porque é que tanto conteúdo da Netflix para crianças promove ideologia transgénero?”, questionou Hawley de acordo com o site The Verge, afirmando que “quase metade” dos conteúdos direcionados para crianças tem este tipo de ideologia.
Em resposta, Sarandos disse desconhecer a origem do número partilhado por Hawley e afirmou que a “Netflix não tem qualquer tipo de agenda política”.
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