A Congolian Financial, SA (veículo de investimento financeiro, focado na aquisição de participações accionistas em bancos) passou a deter uma participação qualificada, de 7,61%, do capital social do Banco de Fomento Angola (BFA), segundo uma comunicação ao mercado divulgada esta semana. De acordo com a informação remetida à Comissão do Mercado de Capitais pelo BFA, a participação resulta da aquisição inicial de 1133,747 acções na sessão especial de bolsa de apuramento dos resultados da oferta pública de venda, em Setembro de 2025, à qual se somaram 7159 acções adquiridas posteriormente em mercado secundário, totalizando 1140,806 acções, correspondentes a 7,61% do capital social e dos direitos de voto do banco. O BFA esclarece que as aquisições foram realizadas de forma “livre, autónoma e independente” pelos accionistas, não existindo qualquer acordo, coordenação ou concertação entre eles, sendo os respectivos direitos de voto legalmente imputáveis ​​à empresa. A Congolian Financial, SA é uma sociedade anónima angolana, com sede no município do Lobito (Benguela), tendo como beneficiários efectivos os empresários Nelson Fidel Candundo Carrinho e Rui Alves Candundo Carrinho, ligados ao Grupo Carrinho, um dos maiores do país, que opera sobretudo nos sectores da distribuição alimentar, logística, comércio grossista e retalho. Os direitos de voto da Congolian resultam da agregação de participações detidas pelos beneficiários efectivos e por outras entidades e pessoas singulares identificadas na comunicação, incluindo o Banco de Comércio e Indústria, com 1,26% do capital, bem como Nelson Carrinho e Rui Alves Carrinho (1,51% cada), e vários accionistas individuais com participações inferiores a 1%, perfazendo o total de 7,61% do capital. Num esclarecimento divulgado a 28 de Janeiro, o banco salientou que não foi deliberada qualquer mudança nos órgãos sociais, nem afastado qualquer administrador, recordando que o mandato dos actuais órgãos sociais terminou em 31 de Dezembro de 2025 e que qualquer eventual alteração dependerá de deliberação em Assembleia Geral, a realizar durante o primeiro trimestre de 2026. Fonte: Lusa

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