advertisemen tA Agência Nacional de Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA) apreendeu 150 sacos de carvão vegetal provenientes da exploração ilegal de florestas, durante acções de fiscalização realizadas na cidade e província de Maputo, no sul de Moçambique. A intervenção enquadrou-se no esforço das autoridades para travar práticas que colocam em risco os recursos naturais do País. Segundo um comunicado da AQUA, citado pela Lusa, a apreensão ocorreu na manhã de terça-feira, 3 de Fevereiro, após a intercepção de uma viatura pesada que transportava o carvão vegetal sem a devida documentação legal. A ausência dos documentos configurou uma situação clara de ilegalidade, levando à retenção imediata da carga. A AQUA sublinhou que estas acções fazem parte de um trabalho contínuo de controlo e monitorização ambiental, no sentido de reduzir a exploração e a comercialização ilegal de produtos florestais. A instituição defendeu que o cumprimento da lei é essencial para garantir a sustentabilidade dos recursos naturais. No mesmo comunicado, a agência reafirmou ainda o seu compromisso com a protecção das florestas e com a promoção da legalidade ambiental em todo o território nacional. “A AQUA mantém-se firme no combate às práticas ilegais que ameaçam o equilíbrio ambiental e o desenvolvimento sustentável”, lê-se no documento. Moçambique perde, anualmente, cerca de 500 milhões de dólares devido a práticas consideradas insustentáveis ​​no sector florestal. Entre os principais factores estão a exploração madeireira ilegal e a agricultura de corte e queima, que contribuem para a degradação ambiental e para perdas económicas significativas. Estes dados foram avançados pelo Forest Stewardship Council (FSC), uma organização não-governamental internacional que promove a gestão florestal responsável em todo o mundo através da certificação florestal. O FSC alertou ainda para a necessidade de reforçar a fiscalização e adoptar práticas sustentáveis ​​que protejam o património florestal de Moçambique.

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