O serviço de mensagens da Meta, WhatsApp, lançou um modo de segurança alinhado a uma tendência crescente entre as empresas de tecnologia dos Estados Unidos da América em oferecer protecções reforçadas contra hackers. Denominada Configurações de Conta Rigorosas, é um botão nas definições do WhatsApp que activa uma série de medidas de segurança num único clique, que incluem o bloqueio de medias e anexos de remetentes desconhecidos, a desactivação da pré-visualização de links (as miniaturas que aparecem quando um URL é inserido num chat) e o silenciamento de chamadas de contactos desconhecidos, todas identificadas como potenciais vectores de vigilância e de hackers avançados. Numa publicação no seu blog, o WhatsApp reconheceu que alguns dos seus utilizadores, como jornalistas ou figuras públicas, podem precisar de medidas de segurança extremas contra ataques cibernéticos raros e altamente sofisticados. Segundo a revista Forbes, a Meta Platforms é a terceira grande empresa de tecnologia a oferecer um reforço de segurança para utilizadores de alto risco. Em 2022, a Apple lançou o Modo de Bloqueio, que o descreve como “uma protecção extrema e opcional” projectada para “pouquíssimos indivíduos” que podem ser alvos de ameaças digitais avançadas. Disponível para iPhone e macOS, o recurso desactiva a maioria dos anexos de mensagens e pré-visualizações links, além de restringir chamadas do FaceTime e navegação na web. No ano passado, o Android da Alphabet começou a oferecer o Modo de Protecção Avançada para utilizadores com “alta consciência de segurança”. Assim como o Modo de Bloqueio, a opção mais segura da Alphabet sacrifica algumas funcionalidades em prol de uma segurança aprimorada, incluindo a restrição de downloads de aplicativos potencialmente arriscados de fora da Play Store, loja própria da Alphabet. Uma pesquisadora que ajuda a defender figuras da sociedade civil contra ataques de hackers disse que o anúncio do WhatsApp foi “um desenvolvimento muito bem-vindo”. “O recurso ajudará a proteger dissidentes e activistas, além de incentivar outras empresas de tecnologia a aprimorarem os seus serviços”, afirmou John Scott-Railton, que trabalha no Citizen Lab, um grupo de pesquisa sediado na Universidade de Toronto.
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