O Governo e a TotalEnergies anunciaram hoje, ainda com pontas soltas, a retoma do projecto Mozambique LNG Golfinho/Atum, na Área 1 da Bacia do Rovuma na província de Cabo Delgado.A boa-nova ocorre num momento em que o Executivo moçambicano ainda não tem os resultados da auditoria independente lançada para apurar os custos da multinacional durante a Força Maior entre Maio de 2021 e Outubro de 2025, quando foi levantada a cláusula que suspendeu as actividades. Consequentemente, a TotalEnergies ainda não tem uma resposta do Governo moçambicano face às exigências de revisão do cronograma e cobertura dos custos incorridos pela multinacional durante os anos de “inactividade”.O Presidente da República, Daniel Chapo, e o Presidente do Conselho de Administração da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, minimizaram a priorização das arestas, vincando que o avanço do projecto não deve ser influenciado pela ausência de resultado e resposta.A TotalEnergies invocou a cláusula de Força Maior em Abril de 2021, após incursões terroristas próximos das suas instalações. Em Outubro, o CEO, Patrick Pouyanné, enviou uma carta ao Presidente da República, Daniel Chapo, – tal que chegou ao mídias antes de o Governo acusar recepção – a anunciar a suspensão daquela cláusula. Nela, Pouyanné refere que durante o período a TotalEnergies incorreu a custos superiores 4,5 mil milhões de dólares, e solicitou a reavaliação dos custos do projecto. Além disso, notou que os prazos para o desenvolvimento do projecto foram afectados sobremaneira, interferindo nas previsões para os dois primeiros carregamentos de GNL, e pediu a extensão do contrato de concessão por mais dez anos. No documento que citamos, a TotalEnergies disse aguardar por um relatório do Governo sobre os custos incorridos devido à suspensão entre 2021 e 2024.Mas, contrariamente ao expectável, hoje, em Afungi, distrito de Palma, Chapo e Pouyanné vincaram que “o mais importante é o projecto avançar, nas actuais condições”.“Nós, o Governo da República de Moçambique e a Total, achamos que em relação aos custos é importante que se trabalhe para apurar os números e os números que forem apurados nós vamos voltar a sentar e podermos chegar a um determinado consenso, tal como chegamos ao consenso sobre a retoma do projecto. Mas o que tem de ficar claro é que as negociações não impedem o avanço do projecto. E o nosso foco neste momento é realmente o projecto” disse o Chefe de Estado, após o discurso de ocasião.Por seu lado, o PCA da Total Energies asseverou que o fundamental neste momento não é avançar com o projecto, deixado a para posterior as determinações sobre novos prazos e responsabilização dos custos.“Hoje temos um processo que foi estabelecido. Foi escrito pelo Governo de Moçambique para avaliar os nossos custos durante a Força Maior. Com certeza, gastámos dinheiro. Mas vos digo para minimizarem isso. O projecto esteve suspenso. Tivemos alguns custos e isso será analisado, e daí o processo vai seguir. Este, para mim, é um processo transparente” disse.É um pendente que, entretanto, vai fazer as suas exigências conforme o tempo demonstrar necessário.E sobre a extensão do processo, Pouyanné disse existir já uma resposta na lei moçambicana que será aplicada aos concessionários.“Não houve extensão automática durante a Força Maior de quatro ou cinco anos. Quando o projecto estiver concluído, vamos olhar para os ganhos, e de acordo com a lei vamos adaptar para uma extensão” vincou.O projecto Mozambique LNG da TotalEnergies foi aprovado em 2019, com um investimento de mais de 20 mil milhões de dólares, foi condicionado nos últimos quatro anos pelos ataques terroristas na província de cabo delgado, em 2021 na sequência de violentos ataques a petrolífera o que obrigou a suspensão de actividades, enquanto estava em curso o desenvolvimento da construção de uma central para a produção e exportação de gás natural na baía de afungi. Com uma produção estimada em cerca de 13 milhões de toneladas anuais (mtpa) de GNL, que actualmente segundo a petrolífera está desenvolvido em 40%.“O projecto vai ser uma fonte energética para Moçambique e para a região…” disse Pouyanné, durante o discurso de ocasião.span{width:5px;height:5px;background-color:#5b5b5b}#mailpoet_form_3{border:0 solid #000;border-radius:0;color:#fff;text-align:left}#mailpoet_form_3 form.mailpoet_form{padding:0}#mailpoet_form_3{width:100%}#mailpoet_form_3 .mailpoet_message{margin:0;padding:0 20px}#mailpoet_form_3 .mailpoet_validate_success{color:#00d084}#mailpoet_form_3 input.parsley-success{color:#00d084}#mailpoet_form_3 select.parsley-success{color:#00d084}#mailpoet_form_3 textarea.parsley-success{color:#00d084}#mailpoet_form_3 .mailpoet_validate_error{color:#cf2e2e}#mailpoet_form_3 input.parsley-error{color:#cf2e2e}#mailpoet_form_3 select.parsley-error{color:#cf2e2e}#mailpoet_form_3 textarea.textarea.parsley-error{color:#cf2e2e}#mailpoet_form_3 .parsley-errors-list{color:#cf2e2e}#mailpoet_form_3 .parsley-required{color:#cf2e2e}#mailpoet_form_3 .parsley-custom-error-message{color:#cf2e2e}#mailpoet_form_3 .mailpoet_paragraph.last{margin-bottom:0}@media (max-width:500px){#mailpoet_form_3{background-image:none}}@media (min-width:500px){#mailpoet_form_3 .last .mailpoet_paragraph:last-child{margin-bottom:0}}@media (max-width:500px){#mailpoet_form_3 .mailpoet_form_column:last-child .mailpoet_paragraph:last-child{margin-bottom:0}}))>
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