advertisemen tO Presidente da República, Daniel Chapo, considerou esta quinta-feira, 29 de Janeiro, que a retoma do megaprojecto Mozambique LNG, da TotalEnergies, em Afungi, província de Cabo Delgado, simboliza a resiliência, a coragem e a determinação do País perante a adversidade, após quase cinco anos de suspensão devido a ataques terroristas no norte do País, informou a agência Lusa. Falando durante a cerimónia que marcou a retoma efectiva dos trabalhos, na presença do director-executivo da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, o chefe do Estado sublinhou a importância estratégica do projecto, considerado um dos maiores empreendimentos de gás natural liquefeito em África, com início das exportações previsto para 2029. “Hoje é um dia de celebração para Moçambique, para África e para o mundo”, afirmou Daniel Chapo, destacando que o relançamento do projecto representa mais do que a simples continuidade das obras, sendo antes “a vitória da resiliência, da coragem e da determinação do povo moçambicano face às adversidades”. O Presidente da República salientou ainda que a retoma do Mozambique LNG marca “o início de uma nova fase para Cabo Delgado e para o País”, elogiando o processo de reassentamento das comunidades afectadas, que classificou como exemplar. De acordo com Daniel Chapo, o projecto deverá gerar cerca de 35 mil milhões de dólares para os cofres do Estado ao longo de 25 anos, apenas em receitas fiscais e contributivas. Durante a fase de construção, prevê-se a criação de cerca de 17 mil postos de trabalho, dos quais mais de quatro mil já se encontram activos, sendo aproximadamente 80% ocupados por cidadãos moçambicanos. O Mozambique LNG é um investimento avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares e terá capacidade para produzir 13 milhões de toneladas de gás natural liquefeito por ano a partir da bacia “offshore” do Rovuma. Por seu turno, o director-executivo da TotalEnergies declarou encerrado o período de “force majeure” que levou à suspensão do projecto em 2021, sublinhando que se trata do maior investimento da multinacional francesa em África. “A force majeure terminou”, afirmou Patrick Pouyanné, acrescentando: “Como disse o Presidente, é tempo de trabalhar”. A retoma do Mozambique LNG ocorre num contexto de melhoria gradual da situação de segurança em Cabo Delgado, particularmente na zona de Afungi, onde se localiza o projecto, reforçando as expectativas de que o gás natural venha a desempenhar um papel determinante na transformação económica do País.
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