
A situação de tensão vivida no estado de Minneapolis, nos EUA, levou a Meta a bloquear a partilha de links para um site específico nas suas redes sociais. O site, de nome ICE List, serve para compilar não só os incidentes que envolvem os serviços de imigração dos EUA (ICE, na sigla em inglês), como também os nomes dos próprios agentes.
Como conta a revista Wired, as informações contidas no ICE List são partilhadas pelos próprios utilizadores, com o site a indicar que é “um projeto de documentação público mantido de forma independente e focado na atividade das autoridades de imigração”.
“O objetivo é registar, organizar e preservar informação verificável sobre as ações, agentes, veículos e incidentes relacionados destas autoridades que, de outra forma, ficariam fragmentados, seriam de difícil acesso ou não seriam documentados”, pode ler-se no ICE List.
A Apple partilhou um comunicado onde acusa a Comissão Europeia de usar táticas para continuar a investigar e multar a empresa tecnológica. A comunicação surge numa altura em que uma loja alternativa à App Store foi encerrada.
Miguel Patinha Dias | 10:23 – 27/01/2026
A publicação refere que, nos últimos dias, vários utilizadores começaram a partilhar links para este site nas redes sociais, com a Meta a ter decidido bloquear esta ação.
Os utilizadores que decidam partilhar links para o ICE List no Facebook e na Threads são notificados com uma mensagem de erro onde se pode ler: “Publicações que se assemelham a spam de acordo com as nossas Diretrizes de Comunidade são bloqueados no Facebook e não podem ser editados”.
Ao site Engadget, um porta-voz do Facebook apontou para a política de privacidade da plataforma que proíbe a partilhar de informação pessoal sem permissão.
CEO da Apple falou com Trump
O CEO da Apple, Tim Cook, aproveitou um comunicado interno partilhado com os funcionários da empresa para lamentar a morte de Alex Pretti às mãos dos serviços de imigração dos EUA no estado de Minneapolis. Mais ainda, o presidente executivo da Apple aproveita ainda para contar que falou com o presidente Donald Trump sobre o tema.
Desde que marcou presença na tomada de posse de Trump no começo de 2025 que Cook tem marcado presença em vários eventos da administração do atual presidente dos EUA, o que tem levado vários funcionários da empresa a tecer críticas ao CEO da Apple.
A ocasião mais recente foi a estreia do filme “Melania” que teve lugar no último fim de semana e que, por ter contado com a presença de Cook, originou uma nova onda de críticas dirigidas ao líder da ‘Empresa da Maçã’.
O livro “Gente Pouco Recomendável”, da ex-diretora do Facebook Sarah Wynn-Williams, que revela o funcionamento interno da empresa, chega às livrarias esta quarta-feira, envolto em polémica, depois de a Meta ter conseguido uma decisão arbitral para travar a sua promoção.
Lusa | 09:00 – 21/01/2026
Pois bem, parece que Cook decidiu pronunciar-se sobre estas críticas e aproveitou o já referido comunicado para afirmar que está de “coração partido pelos acontecimentos em Minneapolis” e que estender “orações e as mais profundas condolências às famílias, comunidades e a todos os impactados”.
“Este é um momento para acalmar a situação”, pode ler-se no comunicado de Cook que foi obtido pela Bloomberg. “Acredito que os EUA são mais fortes quando vivemos de acordo com os nossos ideais mais elevados, quando tratamos todos com dignidade e respeito, independentemente de quem são ou de onde vêm, e quando abraçamos a humanidade que partilhamos. Isto é algo que a Apple sempre defendeu. Tive uma boa conversa com o presidente (Donald Trump) esta semana onde partilhei as minhas opiniões e agradeço a sua abertura para dialogar sobre questões que são importantes para todos”.
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