O Banco Africano de Exportações e Importações (Afreximbank) anunciou uma linha de crédito de 1,75 mil milhões de dólares para a petrolífera angolana Sonangol, para apoiar as necessidades operacionais e de despesas de capital. “O financiamento estratégico vai apoiar as necessidades operacionais e de despesas de capital previstas da Sonangol, além de promover o mandato do Afreximbank de incentivar modelos de financiamento liderados por África que apoiam o crescimento, a industrialização, a autossuficiência económica e a soberania”, lê-se no comunicado citado pela Lusa. A disponibilização deste montante, “destina-se a fornecer financiamento sustentável ao sector do petróleo e gás, assegurando ao mesmo tempo uma forte garantia de reembolso para os credores”. Esta linha de crédito vai permitir à Sonangol “satisfazer as suas necessidades operacionais e de capital, reforçando as estruturas comerciais ligadas à exportação”, apoiando também o objectivo do Banco Africano de Exportações e Importações de “aumentar a participação de África no comércio mundial e reforçar a exportação de matérias-primas estratégicas”. Citado no comunicado de imprensa, o vice-presidente executivo para a banca comercial global do Afreximbank, Haytham Elmaayergi, afirmou que a linha de crédito agora anunciada “sublinha o compromisso da instituição que dirige em apoiar os líderes empresariais africanos do sector da energia e salvaguardar a capacidade de exportação, que é fundamental para a soberania macroeconómica e a resiliência comercial dos nossos Estados-membros” e salientou a importância de tirar risco aos projectos, para aumentar a confiança dos investidores. “Ao implementar estruturas inovadoras que proporcionam conforto aos credores, ao mesmo tempo que facilitam os requisitos de segurança tradicionais, somos capazes de angariar capital muito necessário para sectores estratégicos”, assegurou Elmaayergi. O financiamento, afirmou ainda, vai “ajudar a Sonangol a satisfazer as suas necessidades operacionais e de capital, a sustentar os fluxos de exportação, a aumentar a disponibilidade de energia e a apoiar a industrialização e a transformação económica mais alargadas de Angola” concluiu.
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