O WhatsApp anunciou no ano passado que, a partir de 2026, passaria a apresentar anúncios publicitários em algumas áreas da app de mensagens e, graças ao site WABetaInfo, temos agora mais algumas informações sobre como funcionará esta implementação. Graças à mais recente versão beta do WhatsApp para Android ficamos a saber que a publicidade apenas será apresentada no separador de Estado e Canais, com a publicação a notar que os utilizadores terão a possibilidade de pagar por uma subscrição mensal se não quiserem ver estes anúncios. Esta subscrição mensal será oferecida apenas nos territórios da União Europeia e no Reino Unido e, de acordo com a imagem partilhada pelo site WABetaInfo, terá um custo de 4 euros. As Definições Rigorosas da Conta são uma nova funcionalidade de segurança criada para aplicar uma camada extra de proteção no que diz respeito a ciberataques. Além de o ensinarmos a ativar esta configuração, também lhe contamos as restrições que são aplicadas à sua conta. Miguel Patinha Dias | 09:10 – 28/01/2026 A publicação nota, contudo, que este preço pode ainda não ser final e que também pode variar de acordo com o território, pelo que teremos mesmo de aguardar pelo anúncio oficial do WhatsApp. Ao que parece, o WhatsApp não pretende recorrer a informação contida nas conversas, chamadas de voz/vídeo ou atividades em grupos para escolher que publicidade apresentar, com os anúncios a serem exibidos de acordo com o idioma, localização e interações nos separadores referidos. WhatsApp rejeita acusações O começo da semana ficou marcado por uma acusação dirigida ao WhatsApp, onde a empresa detida pela Meta é acusada de conseguir contornar a encriptação ponta a ponta da app de mensagens para recolher e ter acesso às mensagens dos utilizadores. Depois de Elon Musk ter partilhado a notícia na sua página na rede social X e afirmado que “o WhatsApp não é seguro”, foi a vez de o executivo responsável pelo WhatsApp dentro da Meta, Will Cathcart, vir a público com a sua própria resposta. “Isto é totalmente falso”, começou por escrever Cathcart. “O WhatsApp não consegue ler as mensagens porque as chaves de encriptação são armazenadas no teu telemóvel e não temos acesso a elas”. This is totally false. WhatsApp can’t read messages because the encryption keys are stored on your phone and we don’t have access to them. This is a no-merit, headline-seeking lawsuit brought by the very same firm defending NSO after their spyware attacked journalists and… — Will Cathcart (@wcathcart) January 27, 2026 Mais ainda, Cathcart apontou que a equipa legal responsável por esta acusação é a mesma que já defendeu a NSO Group – uma empresa israelita responsável pelo desenvolvimento do software de espionagem (‘spyware’) Pegasus. “Este é um processo judicial sem fundamento, movido apenas para obter manchetes pela mesma firma que defende a NSO Group depois do seu ‘spyware’ ter sido usado para atacar jornalistas e funcionários governamentais”, acrescentou ainda o executivo do WhatsApp. A publicação de Musk a dar conta que o WhatsApp e o Signal não são apps tão seguras quanto o X Chat foi também contrariada por uma Nota da Comunidade deixada na publicação do líder do X. “Enganador. OX Chat oferece encriptação ponta a ponta mas não tem sigilo de encaminhamento: uma chave comprometida expõe todas as mensagens anteriores”, pode ler-se na Nota da Comunidade à publicação de Musk. “As chaves privadas são controladas pelo X e apenas são protegidas por um PIN de 4 dígitos. Os metados são recolhidos. A Signal oferece sigilo de encaminhamento, chaves exclusivas do dispositivo e metadados mínimos”. Quem aproveitou a situação para atacar o WhatsApp foi Pavel Durov – o cofundador e CEO da Telegram que partilhou uma publicação na rede social X onde afirmou que também não acredita na segurança providenciada pelo WhatsApp. “Tens de ser muito ingénuo para acreditar que o WhatsApp é seguro em 2026”, escreveu Durov. “Encontrámos vários vetores de ataque quando analisámos a forma como o WhatsApp implementou a sua ‘encriptação’”. You’d have to be braindead to believe WhatsApp is secure in 2026. When we analyzed how WhatsApp implemented its “encryption”, we found multiple attack vectors. https://t.co/BC1TWFAIlc — Pavel Durov (@durov) January 26, 2026 Os responsáveis ​​pela acusação pretende agora transformar o caso numa ação coletiva que diga respeito aos mais de dois mil milhões de utilizadores do WhatsApp. Por outro lado, a empresa detida pela Meta já veio a público afirmar que pretende agir em relação a estas alegações “categoricamente falsas e absurdas”. “Qualquer alegações de que as mensagens das pessoas no WhatsApp não são encriptadas são categoricamente falsas e absurdas”, pode ler-se no comunicado partilhado oficialmente pela Meta. “Há dez anos que o WhatsApp tem encriptação de ponta a ponta usando o protocolo da Signal. O processo é uma obra de ficção sem fundamento”. Leia Também: Modelo de IA consegue diagnosticar depressão em áudios de WhatsApp

Post a comment

Your email address will not be published.

Related Posts