a d v e r t i s e m e n tO embaixador do Brasil em Moçambique, Ademar Seabra, comunicou que o seu país está a mobilizar apoio para as vítimas das inundações que afectam Moçambique, sobretudo a região Sul. Neste sentido, foi organizado um grupo composto por 40 pessoas e 20 instituições para providenciar medicamentos e produtos alimentares.

“Possuimos um grupo interministerial brasileiro que está a organizar apoio para prestar socorro às vítimas dos desastres. No dia 19 de Janeiro, tivemos uma reunião onde todos se prontificaram a ajudar antes mesmo da chegada do pedido oficial do Governo moçambicano”, esclareceu o diplomata, citado numa publicação do jornal O País.  

Segundo o embaixador, a assistência será feita através da arrecadação de medicamentos para tratar várias doenças, especialmente para combate à cólera, febre-amarela e doenças do trato gastrointestinal. 

“Recebemos uma manifestação importante por parte do Ministério da Agricultura e Abastecimento do Brasil, que vai trazer uma carga de alimentos não perecíveis, junto também a nossa defesa civil, que tem grande experiência na montagem de abrigos”, acrescentou

Dados actualizados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) indicam que, desde o início da época chuvosa, em Outubro, foram afectadas 779 528 pessoas em todo o País, com registo de 131 mortos e 144 feridos. Só nas últimas semanas, as inundações afectaram directamente 652 189 pessoas, com mais de 150 mil casas inundadas, 767 destruídas e cerca de 230 unidades sanitárias e 360 escolas danificadas.

Em menos de 20 dias, as cheias deixaram ainda 45 feridos e quatro desaparecidos, além de centenas de famílias sitiadas em várias zonas do sul do País, aguardando operações de resgate. Face à gravidade da situação, o Governo decretou o alerta vermelho nacional em meados de Janeiro.

União Europeia, Estados Unidos da América, Portugal, Noruega, Japão e África Austral já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência.

Nos finais do ano passado, o Executivo aprovou o plano de contingência nacional para a época chuvosa 2025-26 avaliado em 14 mil milhões de meticais. No entanto, admitiu dispor apenas de 6 mil milhões de meticais da verba necessária.

Moçambique está em plena época chuvosa, um período que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes, principalmente nas zonas Centro e Sul do País, com as autoridades a activarem acções de antecipação às cheias e inundações naquelas regiões.

O País é considerado um dos mais severamente atingidos pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais. Nas últimas chuvas, entre 2024-25, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afectaram mais de 1,8 milhão.

Os eventos extremos provocaram pelo menos 1016 mortos em Moçambique entre 2019 e 2023, afectando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.a d v e r t i s e m e n t

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