advertisemen tA Associação Cabo-Verdiana de Brockton, nos Estados Unidos da América (EUA), apelou, nesta terça-feira (27), ao Governo do arquipélago para a criação de um plano para receber emigrantes que regressam daquele país, face às dificuldades que possam enfrentar. Em causa estão as políticas norte-americanas que têm reforçado restrições à mobilidade e à presença ilegal no seu território. “O Executivo de Cabo Verde deve começar já a trabalhar num plano de prevenção. Como será o regresso das pessoas que, por infelicidade, não tiveram capacidade de construir nada (no arquipélago), como vão integrar-se social e economicamente?”, questionou o secretário executivo da associação, Carlos Silva, em declarações à Lusa. Segundo o representante, há cabo-verdianos que residem nos EUA há mais de 30 anos e ainda não têm documentos, muitos deles já na terceira idade. O responsável explicou que a associação recebe, diariamente, entre 50 e 70 pessoas e a dúvida mais frequente está em saber se poderão voltar aos Estados Unidos da América após irem a Cabo Verde, mesmo com green card – o documento que permite a residência permanente e o trabalho legal no país. Por sua vez, o ministro dos Negócios Estrangeiros, José Luís Livramento, afirmou, a 15 de Janeiro, que Cabo Verde está sempre preparado para acolher os seus cidadãos. A secretária de Estado das Comunidades de Cabo Verde, Vanusa Barbosa, concluiu recentemente uma visita aos EUA, procurando sensibilizar a diáspora para o cumprimento das regras norte-americanas para imigrantes, reconhecendo preocupações com as recentes limitações impostas pelo Governo de Donald Trump. Durante a visita à região de Nova Inglaterra, no nordeste dos Estados Unidos, a governante indicou que encontrou a comunidade cabo-verdiana “preocupada” e “apreensiva” e revelou ter mantido diálogo com o Executivo norte-americano para ultrapassar os entraves à mobilidade. O Presidente Donald Trump prometeu a maior deportação em massa da história norte-americana, e esse plano tem sido colocado em marcha, com enorme resistência nas ruas. Desde há um ano, as operações do Departamento de Segurança Interna (DHS) resultaram em mais de 605 mil deportações, segundo dados oficiais divulgados no final de Dezembro de 2025. O DHS indicou também que 1,9 milhão de imigrantes ilegais saíram do país voluntariamente desde que Trump tomou posse, num total superior a 2,5 milhões de pessoas a deixarem os EUA. Os Estados Unidos suspenderam a emissão de vistos para cabo-verdianos emigrarem para o país, e para obter vistos de negócios ou turismo (vistos B1/B2) passa a ser necessário entregar uma caução que pode ir até 15 mil dólares. Fonte: Lusa
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