O Governo previu a necessidade de, pelo menos, 644 milhões de dólares para reparar os danos provocados pelas chuvas intensas registadas nos últimos 20 dias, que resultaram em cheias e inundações em várias regiões do País, com maior incidência nas zonas Centro e Sul.
Entre os principais prejuízos, destacam-se os danos em cerca de três quilómetros da Estrada Nacional Número 1 (N1), a principal via rodoviária que liga Moçambique de norte a sul, situação que agravou as dificuldades de circulação de pessoas e de escoamento de bens essenciais.
Para além da N1, as restantes estradas registaram destruições numa extensão superior a 1336 quilómetros, de acordo com a avaliação preliminar realizada pelas autoridades no âmbito da resposta à emergência.
Os dados foram apresentados na cidade de Xai-Xai, província de Gaza, no fim da 2.ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, que explicou que os valores constam do Plano de Reconstrução das infra-estruturas afectadas pelas cheias e inundações.
Segundo Inocêncio Impissa, que é igualmente ministro da Administração Estatal e Função Pública, o Plano tem como objectivo garantir uma recuperação resiliente, inclusiva e sustentável da situação socioeconómica no período pós-cheias, através de estratégias integradas e devidamente coordenadas.
O documento coloca a protecção da vida humana no centro da acção governamental e orienta a planificação, a resposta e a reconstrução para a salvaguarda das populações, promovendo um desenvolvimento territorial mais seguro.
O Plano prevê ainda a adopção da reconstrução resiliente como princípio vinculativo, assegurando que as infra-estruturas a serem reabilitadas ou construídas estejam preparadas para resistir a eventos climáticos extremos, bem como a integração da planificação preventiva e permanente como pilar da governação pública.
“Ao aprovar as linhas estratégicas para a finalização deste plano, o Governo reafirma a sua determinação em liderar um processo de transformação que reduza, de forma estrutural, os impactos das cheias”, afirmou Inocêncio Impissa, num contexto em que, desde Outubro de 2025, mais de 130 pessoas perderam a vida e mais de 779,5 mil pessoas foram afectadas em todo o País.
Fonte: Agência de Informação de Moçambique (AIM)a d v e r t i s e m e n t
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