advertisemen tO Governo decidiu adiar para 27 de Fevereiro o início do ano lectivo de 2026 em todo o País, inicialmente previsto para esta sexta-feira, 30 de Janeiro, na sequência dos impactos das cheias, que afectaram centenas de escolas e milhares de alunos, informou a agência Lusa. Entre os danos registados estão 281 salas de aulas totalmente destruídas, 80 escolas actualmente a funcionar como centros de acomodação, 218 unidades de ensino sitiadas pelas águas e 167 sanitários destruídos. A situação afecta directamente 427 289 alunos e 9204 professores. A reunião do Conselho de Ministros em Gaza permitiu igualmente avaliar os danos causados às infra-estruturas públicas e privadas, bem como o seu impacto socioeconómico, tendo sido definidas directrizes para a elaboração do Plano Global de Reconstrução Pós-Cheias. No mesmo encontro, o Executivo aprovou medidas destinadas a assegurar o funcionamento adequado dos centros de acomodação e a garantir o acesso contínuo à água potável e à energia eléctrica. Entre as decisões constam a anulação das dívidas de consumo de água, referentes ao período de Outubro a Dezembro de 2025, nas escolas que funcionam como centros de acolhimento, bem como a isenção do pagamento dos consumos entre Janeiro e Março de 2026. Foi igualmente determinada a substituição dos contadores de electricidade pré-pago por pós-pago nas escolas que acolhem deslocados, medida a ser implementada pela Electricidade de Moçambique. Entretanto, o número de vítimas mortais das cheias subiu para 14, segundo dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD). As inundações já afectaram 691 522 pessoas, correspondentes a 151 962 famílias, com o registo de 3447 casas parcialmente destruídas, 771 totalmente destruídas e 154 797 inundadas. Os dados do INGD indicam ainda 45 feridos e quatro desaparecidos desde 7 de Janeiro, numa altura em que várias famílias continuam sitiadas pelas águas, sobretudo nas províncias de Maputo e Gaza, aguardando operações de resgate. Desde o início da época chuvosa, em Outubro, morreram 137 pessoas em Moçambique e mais de 812 mil foram afectadas. Actualmente, estão activos 100 centros de acomodação, que acolhem 94 657 pessoas. As cheias provocaram igualmente danos em 229 unidades sanitárias, 353 escolas, quatro pontes e 1336 quilómetros de estradas. Face à gravidade da situação, vários parceiros internacionais, incluindo a União Europeia, os Estados Unidos da América, Portugal, Noruega, Japão e países da África Austral, já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência ao País.advertisement
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