O Presidente da República, Daniel Chapo, considerou esta terça-feira (27) que a situação causada pelas cheias e inundações no País continua crítica, mas com sinais de melhoria, o que permite antecipar a reabertura da Estrada Nacional Número 1 (N1) no troço actualmente interrompido entre Incoluane e 3 de Fevereiro, na província de Gaza, tal como informou rádio francesa de notícias (RFI).
Falando à imprensa, após sobrevoar as zonas inundadas daquela província, Daniel Chapo garantiu que a circulação será restabelecida no prazo de uma a duas semanas.
“Estamos absolutamente certos de que, dentro de uma, no máximo duas semanas, vamos restabelecer a ligação na N1, porque mesmo enquanto as águas subiam, o empreiteiro já estava no local, pronto para descarregar brita, pedra e tudo o que é necessário para que possamos repor a N1 o mais rapidamente possível, que é a espinha dorsal do desenvolvimento do nosso país”, afirmou o chefe do Estado.
A interrupção da N1, considerada uma via estratégica para a circulação de pessoas e bens entre o sul e o centro do País, dura há cerca de duas semanas, devido à subida do caudal dos rios e à consequente destruição de infra-estruturas rodoviárias naquela região.
A nível internacional, a União Europeia confirmou a chegada iminente de um segundo avião com ajuda humanitária para Moçambique, após o desembarque, na noite de domingo, de uma primeira aeronave com 90 toneladas de diversos artigos de apoio às populações afectadas.
Recentemente, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) fez saber que morreram 85 pessoas, 70 ficaram feridas e outras 105,1 mil foram afectadas pelas mudanças climáticas durante a época chuvosa 2025-26.
Em Outubro, o Executivo aprovou o plano de contingência nacional para a época chuvosa 2025-26 avaliado em 14 mil milhões de meticais. No entanto, admitiu dispor apenas de 6 mil milhões de meticais da verba necessária.
Moçambique está em plena época chuvosa, um período que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes, principalmente nas zonas Centro e Sul do País, com as autoridades a activarem acções de antecipação às cheias e inundações naquelas regiões.
O País é considerado um dos mais severamente atingidos pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais. Nas últimas chuvas, entre 2024-25, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afectaram mais de 1,8 milhão.a d v e r t i s e m e n t
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