Europa em alta após acordo histórico entre UE e Índia. Puma dispara com entrada da Anta Sports no capital


Os principais índices europeus estão a negociar em terreno positivo, embora sem a pujança da abertura da sessão, num dia em que os investidores celebram a assinatura de um acordo comercial histórico entre a União Europeia (UE) e a Índia, bem como uma série de resultados trimestrais que ficaram acima das expectativas dos analistas. 


O Stoxx 600, “benchmark” para a negociação europeia, avança 0,2% para 610,79 pontos, aproximando-se dos máximos históricos de 615 pontos que atingiu em meados de janeiro. A banca e o setor da construção registam o melhor desempenho a esta hora, enquanto o setor mineiro cai mais de 1% – corrigindo dos grandes ganhos do dia anterior, à boleia de um disparo nos preços dos metais preciosos. 


Esta manhã, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirmou que a UE e Índia finalizaram um mega-acordo comercial, após décadas de negociações. Este acordo cria um mercado de quase dois mil milhões de pessoas e que representa um quarto do produto interno bruto de todo o mundo. Os detalhes do acordo só serão conhecidos durante o desenrolar do dia, mas sabe-se à partida que o setor automóvel, a agricultura, a indústria vitivinícola e acordos na defesa deverão destacar-se no acordo comercial.


“Estamos otimistas em relação às ações europeias, tanto a curto como a longo prazo”, explica Anthi Tsouvali, estratega de ativos da UBS Global Wealth Management, à Bloomberg. “As contas provavelmente não serão excelentes, mas as expectativas são muito baixas – pelo que o resultado do mercado poderá ser positivo, à medida que as más notícias forem sendo ultrapassadas”, antecipa. O mercado prevê que os lucros das empresas que fazem parte do MSCI Europe tenham aumentado em 1,3% no quarto trimestre do ano passado, um claro desaceleramento dos 6,9% registados nos três meses anteriores, de acordo com dados compilados pela Bloomberg Intelligence. 


Entre as principais movimentações de mercado, a Puma chegou a disparar quase 21%, tendo entretanto reduzido os ganhos para 9,52% para 23,69 euros, depois de a empresa chinesa Anta Sports, especializada em equipamento desportivo, ter chegado a acordo para adquirir 29,06% da Puma por 1.505 milhões de euros, tornando-se assim no principal acionista da marca alemã.


Por sua vez, a farmacêutica Roche avança 0,37% para 351,80 francos suíços, depois de ter informado o mercado que um ensaio clínico de segunda fase do seu medicamento experimental contra a obesidade apresentou resultados positivos. 


Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX é o único a cair, cedendo 0,19%. Já o espanhol IBEX 35 ganha 0,08%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,17%, o francês CAC-40 salta 0,03%, ao passo que o britânico FTSE 100 soma 0,26% e o neerlandês AEX ganha 0,18%.

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