A Meta confirmou ao site TechCrunch que planeia começar a testar novas subscrições nas suas redes sociais, as quais darão aos clientes que estejam dispostos a pagar mais funcionalidades e opções na forma como usam as suas plataformas. A confirmação surge depois de um developer ter partilhado rumores a propósito de uma nova subscrição no Instagram, a qual ofereceria aos utilizadores a capacidade de, entre as pessoas que seguiam, saberem quais delas é que não os seguiam de volta. Esta confirmação da Meta não especifica quais são as funcionalidades que serão oferecidas, mas a empresa adianta que pretende oferecer uma experiência premium no Facebook, Instagram e WhatsApp. Os administradores de grupos de conversa no WhatsApp terão à disposição uma nova ferramenta que ajudará os novos membros terem mais contexto sobre os temas em discussão. A nova opção já se encontra a ser testada na versão beta da app para iPhone. Miguel Patinha Dias | 08:52 – 26/01/2026 A tecnológica notou que avançará com uma grande variedade de pacotes de funcionalidades e que cada uma destas subscrições será específica para o Facebook, Instagram e WhastApp. A empresa nota, contudo, que não tem uma estratégia fechada e que pretende conduzir alguns testes com estas funcionalidades exclusivas. Além destas funcionalidades que estarão disponíveis apenas para os utilizadores pagantes do Facebook, Instagram e WhatsApp, a Meta nota que pretende integrar o agente de Inteligência Artificial que adquiriu por cerca de 2 mil milhões de dólares – de nome Manus – nos seus diferentes produtos. Meta tem acesso a conversas no WhatsApp? A Meta está a ser alvo de um novo processo nos EUA onde a empresa é acusada de conseguir “armazenar, analisar e aceder a virtualmente todas as conversas alegadamente privadas dos utilizadores do WhatsApp”. Diz a Bloomberg que, apesar de o processo estar a ser conduzido nos EUA, a queixa tem origem num grupo de utilizadores provenientes de vários países – como é o caso da Austrália, Brasil, Índia, México e África do Sul. Este grupo indica que obteve informações por via de denunciantes dentro da Meta, mas não prestou esclarecimentos sobre as identidades ou a natureza das informações que foram partilhadas. O grupo afirma, apesar das alegações de privacidade providenciada pela encriptação de ponta a ponta presente no WhatsApp, a Meta consegue ter acesso a todos os conteúdos trocados pelos utilizadores na plataforma – uma acusação que já levou a gigante tecnológica a vir a público com uma resposta. A Meta retirou o recurso contra uma decisão judicial nos Países Baixos que exigia a oferta cronológica sem algoritmos nas suas redes sociais, reconhecendo o direito dos utilizadores a verem os conteúdos cronologicamente e não por um perfil automático. Lusa | 16:25 – 26/01/2026 Na resposta, a Meta afirma que as alegações no processo são “categoricamente falsas e absurdas”. “Qualquer alegações de que as mensagens das pessoas no WhatsApp não são encriptadas são categoricamente falsas e absurdas”, pode ler-se no comunicado. “Há dez anos que o WhatsApp tem encriptação de ponta a ponta usando o protocolo da Signal. O processo é uma obra de ficção sem fundamento”. Mais ainda, a Meta indica que vai avançar com “sanções contra a equipa legal dos queixosos”, que tem como objetivo transformar o caso numa ação coletiva de forma a alargá-lo aos mais de dois mil milhões de utilizadores do WhatsApp.

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