A transportadora aérea Qatar Airways vai passar a operar, a partir de 1 de Março, sete voos semanais na rota entre Doha e Durban, na África do Sul, com escala em Maputo, reforçando assim a conectividade aérea da capital moçambicana com a região austral, segundo informou o portal Engineering News.
A decisão da companhia, uma das principais do Médio Oriente, foi saudada pela Durban Direct, iniciativa sul-africana dedicada ao desenvolvimento do tráfego aéreo e de carga no Aeroporto Internacional King Shaka, que serve a província do KwaZulu-Natal. Segundo aquele organismo, o reforço das ligações demonstra a confiança da Qatar Airways no potencial económico e turístico tanto da cidade de Durban como da província que a acolhe.
A escala técnica e comercial em Maputo insere Moçambique numa rota de importância crescente, permitindo maior flexibilidade de ligação com destinos internacionais e representando uma oportunidade estratégica para o turismo e para os negócios entre os dois países.
A Durban Direct destaca ainda o aumento de 11,6% no número de passageiros registado no Aeroporto King Shaka no mês de Dezembro, face ao mesmo período do ano anterior. O dado é apontado como evidência do dinamismo da procura tanto a nível doméstico como internacional naquela região sul-africana, conhecida pelas suas praias tropicais, reservas de fauna bravia, cadeias montanhosas e vasto património histórico e cultural.
“O reforço destas ligações consolida a posição do KwaZulu-Natal como motor do turismo e dos negócios na África do Sul, ao mesmo tempo que oferece aos passageiros mais opções de mobilidade à escala global”, lê-se numa nota divulgada pela iniciativa, composta por diversas entidades públicas e privadas, incluindo a Airports Company South Africa, Durban Tourism, Dube TradePort, Enterprise Ilembe, Ezemvelo KZN Wildlife, Invest Durban, Departamento Provincial de Desenvolvimento Económico, Turismo e Assuntos Ambientais, South African Tourism e Trade and Investment KwaZulu-Natal.
O reforço da operação por parte da Qatar Airways representa, segundo especialistas do sector, uma tendência de crescimento da presença de transportadoras internacionais em mercados africanos secundários, onde a procura turística e empresarial se encontra em expansão.
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