advertisemen tO Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, convidou um grupo selecto de líderes mundiais para integrar o seu “Conselho de Paz para Gaza”, um plano de 20 pontos destinado a alcançar uma paz duradoura e a supervisionar a reconstrução do enclave palestiniano. A cerimónia de assinatura está prevista para esta quinta-feira (22), em Davos, embora alguns dos convidados tenham solicitado alterações aos termos do painel antes de confirmarem a sua participação. Os países do norte de África e do Médio Oriente constituem a maioria das nações supostamente convidadas, mas a Bloomberg advertiu que a lista poderá não estar completa. “Segue-se uma lista de convites baseada em pessoas familiarizadas com o assunto e em publicações nas redes sociais. Nem todos os países confirmaram o recebimento e a lista não é exaustiva”, observou a publicação. No ano passado, o Business Insider África noticiou que o Egipto acolheu delegações de Israel e do Hamas para conversações sobre a implementação de uma proposta apoiada pelos EUA, apresentada pelo Presidente Donald Trump. Numa declaração, o Ministério dos Negócios Estrangeiros egípcio afirmou que as discussões faziam parte dos “esforços contínuos do país, em coordenação com mediadores, para pôr fim à guerra israelita em Gaza”. Líderes africanos na lista: Egipto e Marrocos De todos os Estados africanos, apenas o Egipto e Marrocos foram publicamente reportados como convidados, destacando a participação selectiva, mas estratégica, do continente. Ambos países têm interesses de longa data em Gaza, embora os seus papéis sejam diferentes. O Egipto, sob o Presidente Abdel Fattah el-Sisi, actua como mediador-chave ao acolher conversações de cessar-fogo entre o Hamas e Israel, controlar a passagem da cidade palestina Rafah e fornecer ajuda humanitária. A estabilidade em Gaza é determinada pelas preocupações estratégicas e de segurança egípcia, particularmente a necessidade de prevenir a propagação de militantes para a Península do Sinai. Marrocos, liderado pelo Rei Mohammed VI, desempenha um papel mais diplomático, aproveitando os seus laços com os Estados Unidos e os países do Golfo. Rabat (capital) defende os direitos dos palestinianos, apoia projectos de desenvolvimento e acolhe diálogos de paz, utilizando o seu envolvimento em Gaza para reforçar a sua influência regional e internacional. A limitada representação africana demonstra a abordagem selectiva de Washington ao envolver o continente nos assuntos do Médio Oriente. Analistas notam que Cairo, capital do Egipto, assegura um mediador experiente com influência local, enquanto Rabat sinaliza a intenção de envolver Estados capazes de mobilizar redes internacionais e soft power para apoiar a reconstrução e a estabilidade. Ao convidar apenas estes dois líderes africanos, a iniciativa de Trump transmite uma mensagem de selectividade estratégica, priorizando países com envolvimento histórico e influência diplomática actual na questão palestiniana. Para o Egipto e Marrocos, o convite oferece uma oportunidade de moldar a política internacional e avançar os seus interesses num conflito com significativas implicações humanitárias e geopolíticas. Fonte: Business Insider Africa

Post a comment

Your email address will not be published.

Related Posts