advertisemen tA empresa de mineração Caledonia Mining Corporation anunciou, nesta quarta-feira (21), que angariou 150 milhões de dólares através da emissão de obrigações convertíveis a sete anos para financiar o seu projecto Bilboes que, quando estiver operacional, será a maior mina de ouro do Zimbabué. Segundo noticiou a Reuters, a emissão de dívida da Caledonia, focada no Zimbabué, é a maior captação de capital internacional em mais de uma década para o país, que havia sido rejeitado por investidores globais devido à volatilidade económica e política. Os preços spot do ouro subiram para mais de 4800 dólares por onça nesta quarta-feira, impulsionados por investidores em busca de refúgios que estão a apoiar mineradoras como a Caledonia para aumentar a produção. Num comunicado, a mineradora — que opera a mina Blanket, com produção anual de 80 mil onças, no Zimbabué — afirmou que a procura pela oferta por parte de investidores institucionais dos Estados Unidos da América (EUA) ultrapassou os 600 milhões de dólares. “Receber mais de 600 milhões de dólares em procura de investidores norte-americanos de alta qualidade é um enorme reconhecimento da nossa estratégia, da qualidade dos nossos activos, do nosso histórico operacional e das perspectivas de longo prazo da empresa, disse o CEO da Caledonia, Mark Learmonth. A empresa afirmou que a emissão de obrigações faz parte de uma estratégia mais ampla que está a seguir para financiar a Bilboes, que deverá iniciar a produção no final de 2028. A mina deverá atingir uma produção anual de 200 mil onças a partir de 2029, por um período inicial de dez anos. A Caledonia também está a negociar uma linha de financiamento de 150 milhões de dólares com um consórcio de bancos do Zimbabué e da África do Sul e também irá envolver credores regionais e globais para o financiamento da Bilboes. O projecto Bilboes tem um custo total previsto de 584 milhões de dólares e necessidades de financiamento máximas de 484 milhões de dólares. A produção de ouro do Zimbabué caiu para três toneladas métricas durante o auge da sua crise económica e política em 2008. Mais do que duplicou a produção na última década, atingindo um máximo histórico de 47 toneladas métricas em 2025.
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