advertisemen tA empresa portuguesa de energia Galp irá concentrar-se no crescimento do seu negócio upstream a partir de campos petrolíferos na Namíbia e no Brasil, podendo listar partes do seu recém-formado negócio downstream dentro de alguns anos, afirmou à Reuters nesta terça-feira (20) o seu co-director-executivo, João Diogo Marques da Silva. A empresa revelou, no início deste mês, estar em negociações com a Moeve (empresa espanhola de energia), apoiada por capital privado, para combinar os seus negócios em duas novas entidades, uma centrada no retalho e outra no refino. O negócio de produção de petróleo e gás upstream da Galp, que inclui participações em campos petrolíferos offshore na Namíbia ainda não desenvolvidos, não será incluído na fusão. O acordo, caso seja bem-sucedido, criará duas novas empresas e resultará na formação de um dos maiores refinadores da Europa. O anúncio da fusão levou a especulações por parte de analistas de que a Galp poderia vir a vender o seu negócio upstream. Marques da Silva afirmou que a empresa portuguesa se concentra em fazer crescer o negócio upstream, em vez de ser alvo de aquisições, uma vez que a produção deverá crescer 10% em 2026 apenas no Brasil. “Temos uma história única no sector upstream. Construímos crescimento, uma trajectória única com uma base de activos muito forte”, sublinhou o responsável numa entrevista durante o Fórum Económico Mundial em Davos, acrescentando: “Estamos à procura de opções adicionais de criação de valor.” Segundo afirmou, a Galp poderá regressar a Angola assim que surgirem oportunidades. Fusão com a espanhola Moeve A empresa de energia também avaliará uma possível cotação pública da sua fusão com a Moeve após pelo menos dois anos, destacou Marques da Silva, referindo que esperam um acordo final sobre a fusão em meados de 2026, altura em que as avaliações se tornarão mais claras. A Galp controlaria 50% do empreendimento de retalho com a Moeve e cerca de 20% do refino. Será necessário esclarecer questões regulamentares relacionadas com o negócio de retalho, consolidar o negócio industrial e de refino e concluir os investimentos antes de discutir uma eventual cotação, explicou. O acordo entre a Galp e a espanhola Moeve, cujos accionistas são a empresa estatal de investimentos dos Emirados Árabes Unidos Mubadala e a companhia de investimentos norte-americana Carlyle Group, não é vinculativo. Uma das novas entidades operará 3500 postos de combustíveis, principalmente em Espanha e Portugal, vendendo mais de 6,5 milhões de toneladas métricas de produtos refinados anualmente. A outra administrará as refinarias da Moeve em Huelva e Algeciras e a refinaria de Sines da Galp. As três instalações têm uma capacidade combinada de cerca de 700 mil barris por dia. Fonte: Reuters

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