A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) apelou à “solidariedade internacional” para apoiar as populações vulneráveis ​​afectadas pelas cheias em Moçambique, que provocaram perdas humanas, deslocação de populações e danos significativos em infra-estruturas essenciais. Num comunicado à imprensa, o secretariado executivo da CPLP expressou “a sua solidariedade para com o povo e o Governo da República de Moçambique”, salientando a gravidade da situação causada pelas cheias que atingem várias regiões do País no actual período chuvoso. A organização manifestou igualmente solidariedade “com as famílias enlutadas pelas calamidades” e reforçou o apelo “à solidariedade internacional, com vista ao apoio às populações vulneráveis ​​que vivem nas zonas afectadas pelas crises climáticas cíclicas em Moçambique”, sobretudo nas províncias de Maputo e Gaza. “No quadro dos compromissos assumidos no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas”, a CPLP exortou os organismos internacionais competentes, designadamente a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, o Programa Alimentar Mundial e a Organização Meteorológica Mundial, a unirem esforços, parcerias e acções concretas em prol da justiça climática. No mesmo documento, o secretariado executivo apelou “ao reforço de programas de prevenção nas áreas afectadas, à assistência humanitária às populações vulneráveis ​​e ao apoio aos deslocados climáticos”, defendendo ainda o aumento dos recursos necessários para combater as alterações climáticas e os fenómenos extremos. A CPLP assegurou ao Governo da República de Moçambique e ao “resiliente povo moçambicano” que continuará a redobrar esforços para a implementação das decisões da declaração da cimeira, que aprovou o Quadro Estratégico sobre Alterações Climáticas na CPLP, com vista à prevenção e redução do impacto das crises cíclicas. De acordo com dados actualizados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, o número de mortos na presente época chuvosa subiu para 114. Registam-se ainda seis pessoas desaparecidas, 99 feridas e um total de 645 781 pessoas afectadas, correspondentes a 122 863 famílias. Em todo o País, contabiliza-se igualmente a destruição parcial de 11 233 casas e total de 4883 habitações. Fonte: DWa dvertisement

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